A Polícia Federal (PF) lançou, na manhã desta quarta-feira (8), a chamada Operação Anteprojeto, visando o combate de crimes contra licitações, cartel e organização criminosa.
A ação investiga fraudes em contratos de consultoria destinados à reconstrução de rodovias federais afetadas pela enchente que atingiu o Rio Grande do Sul no ano passado.

Foto: POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO
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Os contratos sob suspeita, segundo a PF, são de três empresas de engenharia com sede no RS. Uma delas, a STE – Serviços Técnicos de Engenharia SA, de Canoas. A empresa foi alvo de mandado na manhã desta quarta.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na Grande Porto Alegre, três em Rio Grande e um em Pelotas. Um mandado também foi cumprido em Brasília (DF). Houve duas prisões em flagrante.
Ultrapassa R$ 72 milhões
As empresas teriam combinado previamente suas propostas para vencer licitações junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O objetivo seria a prestação de serviços de engenharia consultiva para elaboração de anteprojetos e projetos básicos e executivo de engenharia nas rodovias federais.
O valor dos três contratos de consultoria ultrapassa R$ 72 milhões, e foram custeados com recursos federais oriundos de créditos extraordinários, vinculados à reconstrução do Estado.
A reportagem do ABCmais entrou em contato com a empresa de Canoas, mas não teve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestaçã.
Manifestação do Dnit
Em nota, o Dnit, afirma que colabora com a PF e que apura internamente os fatos a fim de adotar as medidas administrativas que forem necessárias.
“O Departamento repudia qualquer prática fraudulenta ou ato de corrupção e conta com uma Política Antifraude e Anticorrupção que, entre outros aspectos, deixa clara essa premissa. O Dnit está em permanente contato com os órgãos de controle e reafirma que pauta sua atuação dentro da legalidade e lisura, respeitando todos os princípios éticos da administração pública.”