Uma equipe de voluntários que diz ter sido enganada ao remover uma carga de armas do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, durante as enchentes de maio do ano passado. O caso foi para Justiça e agora eles pedem indenização de R$ 1,27 milhão. De acordo com informações do jornal O Globo, o valor é cobrado da empresa de armamentos Taurus, que teria pedido ajuda para o resgate de crianças na ocasião, quando na verdade se tratavam de fuzis e pistolas. O caso foi revelado, à época, com exclusividade pelo Grupo Sinos.

Foto: Reprodução
Conforme a publicação carioca, o grupo de amigos que fazia trabalho humanitário alega no processo que foram “constrangidos de forma ilegal e expostos a um cenário com risco de vida”. No total, teriam sido removidas 156 caixas com 3,5 mil armas pelos voluntários.
Segundo publicado pelo Jornal NH, do Grupo Sinos, a ação teria tido alto grau de periculosidade, uma vez que uma facção criminosa já tinha conhecimento de que o armamento estava estocado no Salgado Filho e planejava um ataque para roubar essa carga. Já as informações reveladas pelo Globo detalham como era feito o transporte das armas.
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Primeiro, as caixas eram colocadas em um barco que seguia, por cerca de 20 minutos, até um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De lá, eram mandadas por funcionários da Taurus, de caminhão, até um local seguro.
Em nota, a Taurus informou ao O Globo que não sabia da participação do grupo. “A empresa desconhece a participação de voluntários e vai levantar os fatos junto às autoridades policiais que participaram da operação”, diz a nota.
AGU também é citada no processo
A Advocacia-Geral da União (AGU) também é ré no caso por negligência. Segundo os voluntários, agentes da Polícia Federal que atuaram no resgate tinham conhecimento que eles eram civis despreparados para a operação. O processo ainda relata que os policiais foram omissos no caso.
Em nota, a AGU informou que “já foi citada no referido processo e apresentou manifestação nos autos, oportunidade em que defendeu a inexistência de responsabilidade civil da União no caso.”
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