Um vídeo que circula nas redes sociais desde a tarde de segunda-feira mostra um cantor de funk de Ivoti, no pátio da Delegacia de Polícia da cidade, alegando estar sendo agredido com a filha no colo por agentes. Segundo a Polícia, o MC provocou a confusão em ocorrência como suspeito de violência doméstica.

Foto: Delegacia de Ivoti
Em determinado momento, um policial se aproxima do artista, enquanto outro acerta a face do padrasto dele com um spray de pimenta. As imagens foram feitas pelo próprio artista segurando a criança.
A reportagem teve acesso aos vídeos, mas não os divulga para preservar a imagem da criança e a identidade da mãe, que, após registro de boletim de ocorrência na tarde de segunda, teve a Medida Protetiva de Urgência (MPU) deferida pelo Judiciário nesta terça.
O que se sabe
As gravações são o desdobramento de um possível caso de violência que teria ocorrido minutos antes em uma residência no bairro Colina Verde. A mãe da criança relatou que foi ao local para buscar a menina, mas teria sido agredida pela ex-sogra, o que desencadeou violência mútua.
A vítima declarou que o padrasto do ex-companheiro a teria segurado para facilitar as agressões. Depois, o MC a teria segurado pelo pescoço e a empurrado até o carro. Nervosa, a mãe da criança foi à delegacia com uma testemunha. Enquanto aguardava para fazer um boletim de ocorrência, o trio entrou, o que causou tumulto generalizado na delegacia.
Segundo o delegado de Ivoti, Fábio Motta Lopes, os policiais que aparecem no vídeo fizeram “uma intervenção para conter os ânimos e afastar os dois homens, até porque, no contexto da violência doméstica, acontece de agressores irem atrás das vítimas”.
Ele diz ainda que estava no local no momento do ocorrido e que o padrasto do artista se encontrava reticente em se afastar das mulheres. O homem ainda teria encostado em um dos policiais, motivo do uso de spray de pimenta e de “força moderada”.
“A ação dos policiais foi legítima”, afirma o delegado. Imagens de câmeras de monitoramento já foram analisadas e testemunhas, como garis que aparecem no vídeo do artista, foram ouvidos. “No [nome do homem] ninguém tocou. Ele pode inclusive responder criminalmente por afirmar isso nas redes sociais.”