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POLÍCIA

"Eram pessoas muito queridas": Cartazes são colocados em frente ao mercado de família desaparecida

Parentes e vizinhos pedem solução para o crime; brigadiano ex-marido de Silvana Germann de Aguiar, 48, foi preso temporariamente nesta terça-feira

Publicado em: 10/02/2026 às 12h:47 Última atualização: 17/04/2026 às 16h:39
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Em frente ao mercadinho azul na Rua Barbacena, no bairro Anair, cartazes expõem o desejo dos vizinhos da família Aguiar, desaparecida há quase 15 dias. São cartazes com “queremos solução”, “chega de mimimi”, “cadê a perícia do carro vermelho” e até “queremos troca do delegado”.

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Os proprietários do comércio Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, 69 e 70 anos, sumiram após o desaparecimento da filha, Silvana Germann de Aguiar, 48.

Cartazes foram colocados em frente ao mercado da família Aguiar | abc+



Cartazes foram colocados em frente ao mercado da família Aguiar

Foto: Paulo Pires/GES

Na manhã desta terça-feira (10) o ex-marido de Silvana, que é brigadiano, foi preso pela Polícia Civil. A investigação acredita que as vítimas já estejam mortas. 

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“Eram pessoas muito queridas” 

O comércio fica em bairro simples em Cachoeirinha, em uma esquina de ruas cheias de casas. Os cachorros até latem, mas poucos moradores aparecem no portão para ver o movimento.

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Na residência ao lado da casa dos Aguiar, um vizinho recém voltou da praia e não tem acompanhado muito a situação. Mais acima na via estreita, uma vizinha que não quis se identificar lamenta o caso.

“É uma tristeza porque eram pessoas muito queridas pela comunidade, pelo bairro todo. Estamos orando para que achem logo e com vida. Sabemos que a essa altura pode ser difícil, mas a gente reza. É realmente muito triste o que aconteceu”, diz emocionada.

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Prisão de brigadiano

O brigadiano foi preso de forma temporária. O delegado Anderson Spier explica que “é uma prisão para a investigação”. “Ainda estamos apurando mais detalhes destas informações que chegaram. Mas até o momento elas foram suficientes para o pedido.”

Em nota, a Brigada Militar informou que “em decorrência da prisão, o policial militar será afastado do serviço policial, conforme previsto na legislação vigente, permanecendo a adoção de próximas providências internas condicionada à conclusão das investigações.” [Veja a nota na íntegra ao final desta reportagem.]

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O que se sabe sobre a investigação

O elemento imprescindível da investigação até o momento é o laudo do celular de Silvana, que foi localizado no último sábado (7), através de uma denúncia anônima.

O delegado Spier explica que ainda aguarda a perícia que foi encaminhada ao IGP para análise genética e de coleta de dados. “Essas perícias são imprescindíveis para o fundamento das investigações”, afirma.

A investigação ainda acredita que a mensagem publicada em uma rede social alertando sobre acidente de trânsito com Silvana tenha sido forjada. 

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“Acreditamos que aquela postagem tenha sido uma ‘cortina de fumaça’ para que a polícia e a família não se preocupassem com ela e que a investigação não se aprofundasse com o caso”, observa o delegado.

Sobre a motivação do ex-marido, o Spier diz que ainda há muitos elementos para confirmar as hipóteses levantadas.

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O desaparecimento

Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, desapareceu no fim de semana do dia 24 de janeiro.

Além da moradora da Vila Anair, uma publicação fez com que os pais, Dalmira Germann de Aguiar, 70, e Isail Vieira de Aguiar, 69, saíssem em busca da filha na noite de domingo, dia 25 de janeiro. Depois disso, familiares não tiveram mais notícias do trio.

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Veja vídeo

Desaparecimento de família é investigado como homicídio e brigadiano é preso

 

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