Conforme a Polícia Civil, o caso é tratado como um desaparecimento, já que não há evidências que possam levar à suspeita de que alguém poderia ter cometido um crime contra o jovem.

Foto: REPRODUÇÃO
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Responsável pela investigação, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas permanece em busca de pistas que possam levar ao paradeiro do trabalhador.
“Nós continuamos em busca de pistas, mas até agora nada”, confirma a delegada Graziela Zinelli, titular da DHPP de Canoas. “Aparentemente o veículo saiu da estrada, mas não sabemos o que aconteceu depois.”
O Gol que acabou encontrado fechado a chave no banhado passou por avaliação do Instituto Geral de Perícias. Mesmo sem o laudo em mãos, a delegada aponta que não há indicativo de manchas de sangue ou violência.
“Não há nenhum indício que possa levar a Polícia a pensar que ele acabou sendo morto”, salienta. “Trabalhamos em um caso de desaparecimento e com a hipótese de que está vivo.”
A Polícia avisa que qualquer informação pertinente sobre Mateus pode ser passada para o disque-denúncia da Especializada no telefone 0800-642-0121.
Angústia
Quem circula por Canoas pode observar os cartazes de “DESAPARECIDO”, com o rosto de Mateus Ferreira Paralta. Foram colados por parentes e amigos de maneira a chamar a atenção para a gravidade do caso.
Irmã de Mateus, a trabalhadora autônoma Camila Ferreira da Silva, 34 anos, conta que a família está tentando de tudo para garantir uma pista sobre o paradeiro do jovem desde o desaparecimento.
Ela explica que Mateus havia sido recém promovido na empresa em que trabalha, em Nova Santa Rita, e mantinha rotina saudável em casa com a mulher e a filha.
“Estamos cada dia mais desesperados”, diz. “Espalhamos cartazes para ver se surge alguma informação. Até agora, dizem que está aqui ou ali, mas nunca é ele mesmo. Sempre alguém parecido com ele.”
Homicídios
O caso do desaparecimento de Mateus Ferreira Paralta lembra outro, ligado ao crime organizado, que veio à tona durante o verão, em Canoas.
Diferente do caso atual, o desaparecimento dos jovens foi tratado, desde o começo, como um caso ligado ao tráfico de drogas e entorpecentes.
Suspeitos da morte dos jovens acabaram presos por assassinato, embora os corpos não tenham sido achados pela Polícia. As buscas, contudo, continuam.