Era tarde de segunda-feira (6), quando uma menina de 7 anos voltava da padaria, a poucos metros de casa, foi abordada por um motorista que circulava pelo local, no bairro Rio Branco, em Canoas.
Imagens de câmeras de segurança mostram o condutor se aproximando da menina perto do portão de casa, na Rua Boa Saúde. Depois, a porta do carro é aberta, a criança corre e ele é visto saindo na direção contrária.

Foto: REPRODUÇÃO
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Ao chegar em casa, a criança contou à mãe que um homem que não estava de calças havia chamado por ela. Mais: ele mostrou uma fotografia e pediu que ela entrasse no carro com ele para dar uma volta.
“Fiquei revoltada”, conta a mãe. “Minha filha contou que ele falou para ela entrar no carro. Mostrou uma foto dele, mas ela não quis e correu. Ela percebeu que ele não estava nem de calças. Estava só de cueca, inclusive.”
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Conforme a mãe, o carro foi visto circulando pela área durante a tarde de segunda, sem que ninguém soubesse qual a intenção do motorista em passar de um lado para o outro na área.
“Aquele carro passou horas andando de um lado para o outro”, relata. “Agora a gente sabe que ele estava procurando uma criança para roubar e abusar. Porque é isso que eles fazem.”
Aos 31 anos, a mãe disse que mora há mais de duas décadas no bairro e nunca ouviu falar de um carro circulando pela área com alguém chamando crianças para entrar em plena luz do dia.
“Eu não estou deixando nem a minha filha ir à escola, de tão apavorada que fiquei com esta história”, diz. “Onde já se viu? Minha casa é a metros da padaria, mas não dá mais para deixar sair.”
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À reportagem, a mãe disse que chegou a ser criticada por divulgar o vídeo do veículo durante a abordagem da criança, mas ela mantém-se firme na decisão de propagar o caso, que considera gravíssimo.
“Isso precisa ser escancarado”, afirma. “Não dá para a gente aceitar que nossas crianças estejam em risco assim. Procurei a Brigada Militar. E procurei a Polícia Civil. Só vou me sentir segura de novo quando ele estiver preso.”
Medo
O caso deixou a comunidade dos bairros Rio Branco, Fátima e no Prata em polvorosa. Pais e responsáveis compartilham imagens do veículo visto na gravação desde a noite de segunda-feira. O pânico é maior porque há imagens do carro circulando na área ainda durante a noite, após o horário das 19 horas.
“O cara está caçando”, opina uma moradora do Fátima, que preferiu não ser identificada. “Porque era tarde da noite e ele continuava zanzando. Tipo, se a polícia agarrar ele pelo cangote, vai continuar caçando. Ele está de carro. Pode estar em qualquer bairro, mas ele quer pegar uma criança, ora.”
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Polícia
A Polícia Civil assumiu a investigação do caso na manhã desta terça-feira (7), quando o crime chegou ao conhecimento da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas.
À reportagem, o delegado Maurício Barisson disse que houve o depoimento da mãe da criança e agora os policiais buscam imagens que possam auxiliar na identificação do suspeito.
O 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) também está ciente do caso, por meio da 4ª Companhia, responsável pelo policiamento ostensivo no bairro Rio Branco e nos arredores vizinhos.
ECA
Em tempo, os nomes não são divulgados na reportagem para proteger a identidade da menina, conforme o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).