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ESTUPRO DE VULNERÁVEL

Ex-padre surfista da Diocese de Novo Hamburgo é preso por abusar de coroinha

Conforme a sentença, os crimes aconteceram durante sete anos em duas casas paroquiais

Publicado em: 05/11/2025 às 22h:10 Última atualização: 06/11/2025 às 18h:03
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Então pároco de Riozinho, que pertence à Diocese de Novo Hamburgo, Alceu Zarino Marino ficou conhecido no início dos anos 2000 pela prática do surf no balneário de Albatroz, no litoral norte gaúcho, para atrair jovens à religião. Na manhã desta quarta-feira (5), aos 67 anos de idade, ele foi preso por abusos sexuais contra um funcionário da igreja e coroinha entre 2013 e 2019.

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Alceu Zarino Marino recebeu homenagens pelos 25 anos de sacerdócio em 2012 | abc+



Alceu Zarino Marino recebeu homenagens pelos 25 anos de sacerdócio em 2012

Foto: Reprodução

Recentemente destituído das atividades sacerdotais, Marino recebeu pena de 14 anos em regime fechado. Conforme a sentença condenatória, os crimes aconteceram nas casas paroquiais de Imbé e Riozinho. “Não tenho condições de falar. Deixei tudo com a justiça”, comenta a vítima, que afirma ter sido abusada dos 14 aos 21 anos.

À Polícia, na época, o jovem declarou que entrou em quadro grave de depressão. Detalhou que os abusos começaram em janeiro de 2013, quando foi atraído pelo “padre surfista” a trabalhar para a igreja na praia, e continuaram por sete anos em Riozinho.

O padre era prestigiado na cidade do Vale do Paranhana. Em junho de 2012, foi homenageado pelos 25 anos de igreja com uma festa apoiada pela prefeitura. “A história do sacerdote se confunde com a própria comunidade, afinal, dos 25 anos de vida sacerdotal 23 anos e meio são dedicados a Riozinho”, publicou, na época, a administração municipal.

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A reportagem entrou em contato esta noite com a Diocese de Novo Hamburgo para detalhar o processo de exclusão do sacerdócio, mas não obteve retorno.

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Variedade de bebidas na casa canônica surpreendeu policiais

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O coroinha levou o caso à Polícia em 4 de setembro de 2020. A ocorrência foi registrada como crime de “estupro”. Dezoito dias depois, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do padre na paróquia de Riozinho. Marino acompanhou os agentes, que se surpreenderam com a variedade de bebidas alcoólicas no local.

As diversas garrafas, de diferentes marcas, foram fotografadas e recolhidas pelos policiais. Dois computadores e o celular do religioso também foram apreendidos. O conteúdo dos aparelhos eletrônicos não foi revelado porque o processo está sob segredo de justiça.

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Mandado de prisão definitiva por estupro de vulnerável

O processo criminal foi instaurado ainda em 2020. Agora transitado em julgado com a condenação por estupro de vulnerável, a 2ª Vara Criminal de Taquara expediu o mandado de prisão definitiva. Na pena de 14 anos de reclusão, está o agravante de crime cometido por quem exerce autoridade sobre a vítima, como chefe, empregador ou líder religioso.

Segundo o delegado Fábio Idalgo Peres, o ex-padre foi encontrado hoje na localidade de Barra de Ouro, em Maquiné, após troca de informações entre policiais da cidade com colegas de Riozinho e Nova Petrópolis.

Sem informar o nome, que foi apurado pela reportagem, o delegado declarou que “o preso foi submetido a ame de corpo de delito no DML de Osório e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça”.

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Ex-padre foi capturado na manhã desta quarta-feira | abc+



Ex-padre foi capturado na manhã desta quarta-feira

Foto: Polícia Civil

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