Um ex-policial militar do Rio de Janeiro, hoje cargo em comissão (CC) no Procon carioca, foi condenado por cobrar propina em Porto Alegre há oito anos. Recebeu pena de perda da função pública atual, suspensão dos direitos políticos por oito anos e proibição de estabelecer contratos com o poder público pelo prazo de dez anos.
A sentença saiu nesta quarta-feira (25). O nome não foi informado.
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Membro da Força Nacional de Segurança, o então soldado foi designado para uma operação de reforço no policiamento do Rio Grande do Sul em 2017. O crime de corrupção aconteceu em julho daquele ano. O réu e um colega, também carioca, foram abordar uma Kombi que havia parado a 20 metros de distância de uma barreira policial.

Foto: Justiça Federal
O motorista alegou que estava sem os documentos do veículo e também não portava a carteira de motorista. Conforme a denúncia, o agente pegou R$ 50 do condutor e exigiu mais dinheiro para liberá-lo sem registrar as infrações.
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Colegas confirmaram o crime e réu alegou armação
Ainda de acordo com o processo, diversos colegas afirmaram que o réu tinha confessado o crime. As testemunhas também atuavam na blitz. Os policiais ainda declararam que o acusado acabou devolvendo o dinheiro, jogando a cédula para dentro da Kombi. O depoimento do motorista foi no mesmo sentido.
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Já o réu alegou que o flagrante foi forjado. Argumentou ter sido vítima de conluio interno da Força de Segurança Nacional. Segundo ele, colegas pretendiam indicar outro soldado para a vaga em razão das vantagens financeiras que a missão oferecia.
“Diante do acervo probatório robusto, das contradições internas da versão defensiva, da ausência de prova de complô ou má-fé de colegas de farda e da convergência entre relatos testemunhais, documentação oficial e elementos colhidos na fase administrativa e judicial, resta comprovada a prática do ato de improbidade administrativa. O réu auferiu vantagem econômica indevida”, concluiu, na sentença, o juiz da 6ª Vara Federal de Porto Alegre, Felipe Veit Leal.