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LAMAÇAL II

VÍDEO: Ex-prefeito é preso em investigação de desvio de verbas da enchente no RS; PF também atua em Novo Hamburgo

Ação da Polícia Federal aponta para irregularidades em licitações

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Publicado em: 26/02/2026 às 08h:11 Última atualização: 26/02/2026 às 08h:30
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Lamaçal. O objetivo é apurar o possível desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à administração municipal de Lajeado, no Vale do Taquari, em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024. 

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Em Novo Hamburgo, ação aconteceu em sala comercial que era sede de empresa investigada | abc+



Em Novo Hamburgo, ação aconteceu em sala comercial que era sede de empresa investigada

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

A operação contou com 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, além do sequestro de veículos e bloqueio de ativos.

Foi decretado, ainda, o afastamento cautelar do cargo público ocupado por dois investigados, além da prisão temporária de outros dois. Também foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos relacionados ao caso.

Um dos presos na operação é Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado, e que também era secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano até ser alvo da primeira fase da investigação, no final do ano passado. Ele é suspeito de direcionar a contratação de empresas terceirizadas que receberam recursos federais.

A redação busca contato com a defesa do ex-prefeito para manifestação.

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As diligências aconteceram nos municípios gaúchos de Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada no mês de novembro de 2025 e a análise parcial do material apreendido corroborou a hipótese de direcionamento das licitações.

As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social.

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Há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado.

Os investigados poderão responder pelos crimes de desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verba pública, contratação direta ilegal, fraude em licitação ou contrato, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, lavagem de dinheiro, dentre outros.

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No Vale do Sinos

Em Novo Hamburgo, conforme apurado pela reportagem de ABCmais, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma sala comercial de um prédio na Avenida Nações Unidas. O local teria sido sede uma das empresas que prestava serviço de limpeza hospitalar.

*Com informações de Isaías Rheinheimer

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