Mais de sete meses depois do crime, os responsáveis por um assassinato em São Leopoldo foram presos nesta quarta-feira (12). Entre eles, está o ex-vereador Alessandro Camilo da Silva, conhecido como Lemos, apontado como mandante do crime. Conforme o delegado Ericson Mota, titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), o crime foi motivado por uma briga em um bar, após “uma desavença decorrente de uma rima pejorativa”.

Foto: Polícia Civil
A Operação Última Rima cumpriu mandados nesta quarta em São Leopoldo. No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária, mobilizando, no total.
O delegado afirma que foram 6 meses de investigação até que a motivação fosse esclarecida e os mandantes e executores do crime fossem identificados.
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O crime
O homem de 33 anos morreu após nove dias internado no Hospital Centenário. A vítima, identificada como Andrei Gomes dos Santos, havia sido agredida a facadas, pauladas e pedradas na madrugada no dia 30 de março. O crime, aconteceu próximo ao bar, no bairro São Miguel, onde a discussão teria acontecido. Santos acabou não resistindo aos ferimentos e morreu no dia 8 de abril.
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Quem é o ex-vereador
Alessandro Camilo da Silva, conhecido como Lemos, é ex-vereador de São Leopoldo. Nas eleições de 2024, ele foi o candidato mais votado no município, com 4.451 votos. Porém, o quociente partidário não foi atingido e ele não voltou ao Legislativo este ano.

Foto: Arquivo
O advogado de Alessandro, William Tiago Silva dos Santos, afirma que a prisão temporária é “desproporcional”. “Prenderam o Lemos para colher o seu depoimento, sendo que poderia ter intimado ele para comparecer na delegacia e prestar esclarecimentos. Não existem provas que ele ordenou que outras pessoas espancassem a vítima.”
De acordo com a defesa, o homem morto teria se envolvido em brigas em outros três bares na mesma noite. “Existem outros suspeitos, mas como o Lemos é popular criou essa proporção”, argumenta.
A nota ainda alega que as investigações indicam que “todos os envolvidos de todas as brigas nos outros bares se organizaram de forma generalizada para ceifar a vítima”, e que as acusações são “muito vagas”, sem individualizar a conduta de cada suspeito.
“Esperamos que as autoridades possam ter discernimento da verdade dos fatos e não façam injustiça com quem não fez nada”, conclui a defesa.