Imagens de um encontro presencial entre cliente e garota de programa eram usadas por criminosos para extorquir a vítima no RS.
O crime foi o ponto inicial para uma operação da Polícia Civil que ocorre nesta terça-feira (27) com a prisão, até as 7 horas, duas pessoas envolvidas no crime.

Foto: Polícia Civil
O grupo, do qual a garota de programa faz parte, exigia o pagamento de R$ 7 mil da vítima para não expor as imagens. As ameaças tiveram início em dezembro de 2025 e foram se intensificando com o passar do tempo.
Ao todo, são alvos de mandados de prisão preventiva três pessoas, mas os agentes também realizam buscas em Porto Alegre e Canoas nesta manhã.
O modus operandi do grupo envolvia chantagem, ameaça e manipulação psicológica da vítima.
Como o grupo agia
O crime tinha início após encontro presencial, ocasião em que imagens íntimas eram obtidas. Depois, o material era usado para exigir pagamento em dinheiro, sob ameaça de divulgação a familiares, ex-companheira e pessoas do convívio social da vítima.
Para aumentar a pressão psicológica da vítima, a mulher simulava também ser vítima de ameaças, afirmando estar sendo coagida e induzindo a vítima a acreditar que o pagamento encerraria o problema para ambos.
Ao mesmo tempo, um homem, que se dizia marido da garota de programa, fazia as cobranças diretas, usando perfis em aplicativos de mensagens, encaminhando vídeos e imagens íntimas para intensificar o constrangimento.
Terceiro envolvido
Entre os envolvidos no golpe, um terceiro homem foi identificado como responsável por disponibilizar conta bancária para o recebimento dos valores extorquidos, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Veja vídeo
Operação Consensuale
A Operação Consensuale cumpriu três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, nas cidades de Porto Alegre e Canoas, todos deferidos pelo Poder Judiciário a partir de representação da Autoridade Policial.