Um esquema complexo exigiu uma nova fase da operação contra um grupo criminoso que extorquia frequentadores de motéis em Porto Alegre e na região metropolitana.
Nesta sexta-feira (31), foram cumpridos três mandados de prisão preventiva: uma mulher de 36 anos foi encontrada em São Leopoldo, um homem, 27, em Eldorado do Sul, e outro indivíduo, 32, que já estava detido em um presídio de Charqueadas.
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Foto: Polícia Civil
A ação desta sexta ocorreu dois meses após a primeira fase da operação Segredos de Alcova que contabiliza oito prisões. O grupo criminoso vigiava os motéis e fazia registros de veículos, principalmente de alto padrão, nas entradas e saídas dos locais. Na sequência, usavam técnicas de engenharia social e aplicativos para obter dados pessoais das vítimas, como nomes completos, números de telefone e informações sobre familiares.
Depois, se passavam por detetives particulares e contatavam os fotografados principalmente por WhatsApp. Neste momento, alegavam terem sido contratados pelos cônjuges para investigar uma suposta traição. A ameaça de expor o material já fazia suficiente para o golpe, então os criminosos exigiam variados valores via Pix. Uma das vítimas teve um prejuízo de R$ 15 mil.
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Divisão de tarefas
Conforme investigação do Departamento Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE), havia uma clara divisão de tarefas entre os membros do grupo, o que conectou suspeitos fora e dentro de presídio em Charqueadas, que orquestravam a parte técnica e executavam os crimes.
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A coordenação técnica partia de um detento de 32 anos, recluso em Charqueadas desde 2016. De dentro da prisão, o homem realizava as consultas de dados dos veículos e de seus proprietários. Segundo a Polícia Civil, o investigado possui uma extensa ficha criminal, com passagens por extorsão, estelionato, homicídio doloso, roubo de veículo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Enquanto em outra unidade prisional de Charqueadas, a investigação identificou um núcleo que operava a partir de uma única cela. Três detentos atuavam em conjunto na execução das extorsões. Um deles possui antecedentes por roubo de veículo (2x), homicídio doloso (4x), estelionato e tráfico de entorpecentes.
Outro acumula passagens por homicídio doloso (6x), roubo, extorsão e organização criminosa. Por fim, o terceiro integrante do núcleo possui antecedentes por roubo de veículo (2x) e porte ilegal de arma, além de atos infracionais na adolescência por homicídio e tráfico.