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Operação Costa Nostra

Facção do RS movimentava milhões com lavagem de dinheiro e mantinha imóveis de alto padrão em Santa Catarina

Criminosos tinham como base do tráfico de drogas a zona sul de Porto Alegre

Publicado em: 03/07/2025 às 11h:46 Última atualização: 03/07/2025 às 16h:18
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A investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) fez a casa cair para uma facção gaúcha nesta quinta-feira (3). O grupo estaria lavando dinheiro do tráfico de drogas, investimento em imóveis de alto padrão no litoral catarinense.

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Eles mantinham casas e pousadas em Santa Catarina, sendo que em Balneário Camboriú adquiriram um imóvel no custo de R$ 3 milhões. Segundo a Polícia Civil, em 2024, investiram recursos em uma pousada na beira da praia conhecida como Caixa-Daço, uma área muito valorizada na cidade de Porto Belo.

Em Porto Alegre, uma das residências sequestradas está avaliada em R$ 1 milhão e 200 mil. Segundo as investigações, possuem ainda uma lancha, jet-ski, moto e veículos de luxo. A facção está sediada no litoral de SC há cerca de três anos. Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha como base do tráfico a Zona Sul de Porto Alegre.

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Foram cumpridas nesta manhã 143 ordens judiciais em Porto Alegre, Gravataí, Capão da Canoa, Tramandaí, Camboriú, Palhoça e Porto Belo, e 38 mandados de busca e apreensão. Houve o sequestro de 5 imóveis, restrição de 8 veículos, bloqueio de contas, quebra de sigilo bancário e fiscal, além da apreensão de R$ 40 mil em espécie. Foi possível apurar inicialmente o montante de 12 milhões em patrimônio.

Como a investigação iniciou

A investigação iniciou com a investigação do crime de tentativa homicídio ocorrido em julho de 2023, na qual o investigado determinou a morte de um dos membros do grupo.

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Os executores do atentado sequestraram a vítima, levaram até o investigado que determinou a execução.

A vítima foi levada para um outro local em um veículo, mas acabou conseguindo fugir. Na fuga, foi baleado, mas conseguiu atendimento médico.

Os membros da organização, em especial, o que comandavam, passaram a ser monitorados pelos policiais civis.

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