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Felca expôs em vídeo viral: Caso de mãe de Novo Hamburgo que teria explorado filha em grupo VIP por Pix pode ter desfecho em breve

Caso repercutiu nas redes sociais em dezembro do ano passado e voltou a ser comentado após vídeo do influenciador

Nadine Funck
Publicado em: 10/09/2025 às 16h:52 Última atualização: 10/09/2025 às 18h:45
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“É uma das coisas mais asquerosas e corrompidas que eu já vi na minha vida.” A fala do influenciador Felca na denúncia sobre adultização de crianças nas redes sociais cita uma investigação que ocorre em Novo Hamburgo e que pode estar próxima do fim.

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Foi em dezembro de 2024, às vésperas do Natal, que um caso gerou indignação nas redes sociais: uma moradora teria explorado a imagem da filha com dancinhas, sexualização e até grupo VIP em troca de Pix.

Suspeita e vítima tinham 33 e 14 anos, respectivamente, na época. Os nomes não serão divulgados em função do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Um dos perfis em que a vítima aparecia fazendo dancinha | abc+



Um dos perfis em que a vítima aparecia fazendo dancinha

Foto: Reprodução/Redes sociais

O caso

Na época, a reportagem apurou que a menina aparecia em algumas gravações usando roupa íntima, e até mesmo com os seios à mostra, enquanto era sexualizada. Ela convidava os seguidores a participarem de um suposto “grupo VIP”. 

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As produções em vídeo eram gravadas em vários cômodos da casa dividida por mãe e filha na cidade do Vale do Sinos.

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Em um dos vídeos, a menina agradecia aos participantes e uma voz feminina complementava: “Estamos pegando o comprovante de muitas pessoas que pagaram para estar aqui no grupo. A gente tem que confirmar o Pix, tem que confirmar o horário, então peço a colaboração de todos, com muita calma, paciência, que logo a [nome da adolescente] já começa a colocar conteúdo do dia a dia dela, das danças”.

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Ainda não se sabe, contudo, se a voz pertence à mãe da menina. A conta do X onde o vídeo foi compartilhado estava excluída no dia 26 de dezembro.

Vários perfis em outras plataformas, especialmente no TikTok, foram criados em nome da adolescente. Em um deles dizia que a menina tinha 18 anos na biografia.

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Investigação

Ainda em dezembro de 2024 a mãe foi ouvida pela Polícia Civil. “Negou qualquer tipo de comercialização”, disse o delegado João Vitor Herédia. À reportagem, o delegado explicou que todas as vezes que eram publicados conteúdos sexualizados da criança “aumentava muito o número de seguidores”. 

Aparelhos eletrônicos foram apreendidos para a investigação.

Neste ano, o caso passou para as mãos do delegado Filipe Brighetti, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Não houve detalhamento sobre o que foi descoberto até o momento, mas o responsável pela investigação assegurou que pretende concluir o inquérito até o fim de setembro. 

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“Nós esperamos chegar a alguma conclusão sobre a eventual participação de terceiros, além da mãe, na produção das imagens e [esclarecer se] eventualmente houve a exploração, a monetização com essas imagens”, explicou.

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A menina não mora mais com a genitora desde o ano passado. Segundo o Conselho Tutelar, ela está “em situação de acolhimento institucional”. “Adolescente segue em acolhimento, por proteção, sendo responsabilidade do espaço institucional, cuidados e proteção.”

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Questionado sobre o assunto, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) se manifestou por meio de nota e disse “que foram adotadas as medidas de proteção cabíveis e que segue acompanhando o caso, que tramita sob sigilo, conforme determina o ECA”.

Caso de mãe de Novo Hamburgo que teria explorado filha em grupo VIP por Pix pode ter desfecho

Nome de Felca foi citado na época

Com a proporção do caso no fim de 2024, o nome de Felca foi citado em postagens sobre o caso da menina. Usuários, principalmente do X, apontavam que o influenciador seguia a adolescente e acabaram difamando o influenciador. “Uma menina postou no Twitter que eu seguia, e inventou que eu curtia todos os vídeos, colocando como se eu endossasse o conteúdo”, relatou.

Nos últimos dois minutos do vídeo sobre adultização, ele explicou que seguiu todas as pessoas mencionadas na gravação para fazer um mapeamento de conteúdo e que decidiu tomar medidas jurídicas em função dos comentários nas redes sociais.

Mais de 200 pessoas que difamaram o influenciador foram processadas. “Tenho completo asco por esse crime [abuso sexual]. Na minha percepção, é um dos crimes mais hediondos que existem.”

Segundo ele, todo o valor que receberá com os processos serão repassados para instituições de caridade. O vídeo sem monetização bateu os 50 milhões de visualizações nesta quarta-feira (10).

Felca processou usuários que o difamaram nas redes sociais | abc+



Felca processou usuários que o difamaram nas redes sociais

Foto: Reprodução/Youtube

Pornografia infantil é crime, denuncie

Confira os canais de contato com as autoridades:

– Nacional: Disque 100

– SSP/RS: 181

– Plantão Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE): (51) 98445-9486

– Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca) Urgente: 0800-6426-400

 

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