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CRIME BRUTAL

Feminicídio: O que se sabe sobre mulher que teve corpo esquartejado pelo companheiro no RS

Crime foi descoberto após o homem procurar atendimento médico no Hospital Cristo Redentor com ferimentos provocados por arma branca

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Publicado em: 25/06/2026 às 15h:23 Última atualização: 25/06/2026 às 16h:26
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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Uma mulher de 68 anos foi brutalmente assassinada pelo companheiro, 70, na noite de terça-feira (23), na metade norte do Estado. Inês Bressiani Serafin teve o corpo esquartejado após ser morta por Juscelino Inácio Moretti na comunidade de São José dos Tonial, no interior de Marau, cidade limite com Passo Fundo.

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Inês Bressiani Serafin foi brutalmente assassinada em Marau | abc+



Inês Bressiani Serafin foi brutalmente assassinada em Marau

Foto: Reprodução/Redes sociais

O crime foi descoberto após o homem procurar atendimento médico no Hospital Cristo Redentor com ferimentos provocados por arma branca, após ter supostamente se automutilado no saco escrotal. Sem documentos, Juscelino dizia coisas desconexas e lamentava pela morte da companheira.

A vítima só foi identificada em função do carro, registrado no nome de Inês, e usado pelo suspeito para se deslocar até a casa de saúde. Após serem acionados pelo hospital, policiais militares e civis se deslocaram para a propriedade rural onde o casal residia e encontraram o corpo da vítima.

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O local foi isolado e o Instituto-Geral de Perícias (IGP), acionado. Segundo a Polícia, o casal mantinha um relacionamento há cerca de cinco anos. Não havia registros de violência doméstica ou relatos de agressões anteriores por parte de familiares.

O suspeito foi transferido na madrugada de quarta (24) ao Hospital de Clínicas de Passo Fundo, onde permanece internado sob custódia policial. A Polícia já solicitou à Justiça a prisão preventiva do homem, que responderá pelo crime de feminicídio.

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As circunstâncias e a motivação do crime devem ser apuradas. A investigação segue em andamento e ouvirá testemunhas e familiares nos próximos dias. 

Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

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Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

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Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

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Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

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