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LAVAGEM DE DINHEIRO

Franquia em shopping de alto padrão de Porto Alegre está entre aquisições de grupo criminoso que movimentou R$ 10 milhões

Operação teve como objetivo prender integrantes de esquema de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e homicídios

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Publicado em: 12/02/2026 às 10h:13 Última atualização: 12/02/2026 às 10h:16
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Asfixia financeira. Esse foi o objetivo de uma operação policial realizada na manhã desta quinta-feira (12) que teve pelo menos 19 prisões na região metropolitana. Entre os alvos, está a liderança do grupo criminoso, envolvido em crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e homicídios.

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Dinheiro apreendido durante operação na capital e região metropolitana nesta quinta-feira (12) | abc+



Dinheiro apreendido durante operação na capital e região metropolitana nesta quinta-feira (12)

Foto: Polícia Civil

Além do homem apontado como líder, a esposa, o pai e o irmão dele foram presos na manhã desta quinta, dia em que são cumpridos, ao todo, 22 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, entre Porto Alegre e Guaíba. A Polícia afirma que alcançou hoje o topo da hierarquia do esquema criminoso.

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A organização criminosa ainda teria relação com a abertura de uma franquia do ramo alimentício em um shopping de alto padrão na capital. Havia ainda de investimentos em uma empresa de recolhimento de sucatas. Os nomes dos estabelecimentos não foram divulgados.

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O delegado Mário Souza, diretor da DHPP, explica que foram cerca de 1 ano e meio de investigação, e que o grupo criminoso já havia tido bens bloqueados em outras ações da Polícia. “Organização criminosa que fazia o ciclo traficar, matar e lavar dinheiro”, explica.

Uma morte descoberta no dia 25 de março do ano passado, no entanto, acelerou a ação da Polícia Civil. Na data, um homem foi encontrado carbonizado às margens do Guaíba. Segundo o delegado da Delegacia de Polícia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), Rodrigo Pohlmann Garcia, tudo indica que a vítima era oriunda de uma localidade que o principal suspeito tem o comando, na zona sul da capital, e que a morte teria relação com o tráfico de drogas e queima de arquivo. 

Estima-se que o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 10 milhões. Delegado da Divisão de Homicídios da capital, Thiago Almeida Lacerda salienta que o dinheiro oculto “é usado para comprar armas e matar pessoas”, além de se tornar uma concorrência desleal com os pequenos e médios empresários que pagam tributos, bem como financia diversas facções que causam morticínios sociais. “Ou seja, tem impacto direto na segurança dos gaúchos.”

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Pohlmann explica que no decorrer da investigação foram apreendidos diversos veículos, valores em dinheiro e imóveis que “acabam sustentando todo o sistema criminoso que ataca diretamente a sociedade em diversas áreas e formas”. 

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