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Fraudes em medicamentos contra o câncer são alvo de operação no RS e outros quatro estados; região teve mandados

Investigação apura manipulação de processos judiciais para superfaturar medicamentos oncológicos pagos com recursos públicos

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Publicado em: 29/06/2026 às 17h:39 Última atualização: 29/06/2026 às 17h:39
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Um esquema suspeito de desviar recursos públicos destinados ao tratamento de pacientes com câncer foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (29). Ao todo, foram cumpridas 57 ordens judiciais em 11 municípios do Rio Grande do Sul e em outros quatro estados.

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Entre as cidades gaúchas onde houve ações estão Sapiranga, Campo Bom, Canoas, Taquara, Porto Alegre, Gravataí e Tramandaí.

Ação aconteceu em cidades gaúchos e de outros quatro estados nesta segunda-feira | abc+



Ação aconteceu em cidades gaúchos e de outros quatro estados nesta segunda-feira

Foto: Polícia Civil

Durante as diligências, um dos principais investigados foi preso em flagrante após a localização de caixas de medicamentos com indícios de adulteração e falsificação na casa onde ele reside. Também foram apreendidos medicamentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação, além do bloqueio judicial de cerca de R$ 2,5 milhões em bens e valores dos investigados.

O esquema

Conforme a investigação, empresas ligadas entre si manipulavam processos judiciais para direcionar a compra de medicamentos oncológicos de alto custo. O grupo simulava concorrência na apresentação de orçamentos ao Poder Judiciário para elevar artificialmente os valores pagos com recursos públicos. As apurações também indicam o uso de empresas de fachada e a circulação de medicamentos com indícios de adulteração e falsificação.

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O esquema começou a ser desvendado após um profissional da área farmacêutica identificar inconsistências em um medicamento oncológico, como divergências nas embalagens e características incompatíveis com os produtos originais. A partir disso, foram identificados indícios de uma estrutura que também atuaria na captação de pacientes, no encaminhamento de ações judiciais e na comercialização dos medicamentos.

Até o momento, 39 pacientes foram identificados como possíveis vítimas do esquema. Parte deles morreu durante o tratamento, circunstância que ainda será apurada para verificar se há relação com os fatos investigados.

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