Três pessoas foram presas em Goiânia na manhã desta terça-feira (10), alvos de uma operação que investiga crimes de estelionato praticados por meio de fraude eletrônica, conhecida como “golpe do falso familiar”. A investigação teve início após a denúncia de um idoso de 71 anos, morador de Arroio do Sal, vítima dos suspeitos.
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Foto: Polícia Civil
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As diligências ocorreram em Goiânia, onde foram cumpridas quatro ordens de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Sul.
A investigação apurou que os criminosos usavam aplicativos de mensagens para se passar por familiares das vítimas, induzindo-as a erro mediante falsas alegações de urgência, com o objetivo de obter transferências bancárias via Pix. Após o recebimento, os valores eram rapidamente movimentados entre contas de terceiros, visando dificultar o rastreamento.

Foto: Polícia Civil
Como o caso chegou à Polícia
Um morador de Arroio do Sal sofreu prejuízo financeiro de R$ 2.997,00 após ser enganado por indivíduos que se passaram por seu filho.
Em razão da natureza dos crimes patrimoniais praticados em meio eletrônico, que normalmente ocorrem de forma reiterada e em massa, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de existência de outras vítimas, bem como de prejuízo financeiro superior ao inicialmente identificado, o que seguirá sendo apurado no curso da investigação.
Operação Fake Family
Três pessoas foram presas, sendo três homens, com idades de 20, 21 e 37 anos. Além das prisões, foram apreendidos valores que superam o prejuízo da vítima, ou seja, o idoso receberá reparação integral da perda sofrida. Além disso, foram deferidos bloqueios em contas bancárias, visando “congelar” valores capazes de repor o prejuízo de outras vítimas.
A Operação Fake Family foi realizada de forma conjunta da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC/DERCC) e da Delegacia de Polícia de Arroio do Sal – 23ª DPR/DPI, com apoio operacional do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de Goiás (DEIC/PCGO), e reforça a importância da cooperação interestadual no enfrentamento aos crimes cibernéticos, especialmente aqueles que atingem pessoas idosas por meio de engenharia social.

Foto: Polícia Civil