A ocorrência dava conta que um homem invadiu uma casa no bairro Fátima, em Canoas, e dopou uma criança de 11 anos. Segundo a Polícia Civil, a mãe da criança teria saído para ir ao mercado quando o suspeito invadiu a casa. Ele entrou, forçou a menina a tomar o medicamento e fugiu.

Foto: PAULO PIRES/GES
Após voltar do mercado, vizinhos teriam dito à mãe que o homem chegou de carro e, na sequência, invadiu a casa. O relato foi registrado em depoimento.
O frasco de remédio para asma usado na criança pertence à irmã com 16 anos, que estaria em casa no momento da invasão.
Suspeito descartado
A reviravolta surgiu na tarde de quarta-feira (11), quando o suspeito acabou sendo ouvido pela Polícia e foi descartado.
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À frente da apuração, o delegado Maurício Barison diz que não comenta detalhes do caso, mas afirma que o homem que supostamente seria o principal nome ligado ao crime foi liberado, não sendo mais investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas.
“Afastamos o indivíduo antes indicado na investigação como suspeito”, confirma. “E seguimos com as investigações, porque a história é mal contada”, acrescenta o Barison.
Segundo a ocorrência, o suspeito, ao sair, teria deixado uma faca cravada na porta com um bilhete ao lado: “Dei remédio para ela”, porém, já não se sabe quem pode ter feito isso.
Quanto a criança encontrada dormindo na casa, ela acabou reanimada pela própria mãe, ao chegar no endereço, na noite de terça. A menina passa bem, conforme a Polícia, não correndo qualquer risco devido ao medicamento.