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Homem que agrediu a socos filha grávida e jogou companheira em açude vai seguir preso; veja decisão da Justiça

Decisão judicial em Taquara mantém preso o suspeito de tentativa de feminicídio e lesão corporal em contexto de violência doméstica

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Publicado em: 12/06/2026 às 13h:56 Última atualização: 12/06/2026 às 13h:57
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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O homem de 42 anos acusado de tentar matar a companheira e agredir a filha grávida em Taquara teve a prisão preventiva decretada na manhã desta sexta-feira (12). A decisão foi tomada pela juíza Michele Scherer Becker, do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional de Porto Alegre (Nugesp), após audiência de custódia.

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Prisões em flagrante e acusação de feminicídio tentado

Na audiência, também foi homologada a prisão em flagrante ocorrida na noite de quinta-feira (11), em razão dos crimes de feminicídio tentado e lesão corporal, ambos em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a ocorrência policial, o suspeito teria jogado a companheira em um açude, provocando afogamento, e ela precisou ser resgatada por familiares e reanimada.

O boletim também relata que a filha da vítima, grávida de 37 semanas, foi agredida com socos. As duas mulheres foram hospitalizadas depois das agressões. O caso passou a ser investigado como um episódio grave de violência doméstica, com risco concreto às vítimas.

Decisão judicial

Ao analisar o caso, a magistrada afirmou que o registro policial, os relatos de testemunhas e os laudos periciais já produzidos apontam a existência dos crimes e indícios suficientes de autoria. “Os dois fatos descritos na ocorrência são de extrema gravidade, porquanto resultaram na tentativa de feminicídio de uma das vítimas, a companheira do flagrado, e na hospitalização da outra vítima, que entrou em trabalho de parto em razão das agressões”, afirma.

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A juíza também observou que, embora o investigado seja tecnicamente primário, há registro anterior de violência doméstica, o que indica que o caso não seria isolado. Com isso, entendeu estar demonstrada a necessidade de garantir a ordem pública diante da gravidade e da contemporaneidade da conduta imputada ao homem.

Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

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Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

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Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

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