*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.
O homem de 42 anos acusado de tentar matar a companheira e agredir a filha grávida em Taquara teve a prisão preventiva decretada na manhã desta sexta-feira (12). A decisão foi tomada pela juíza Michele Scherer Becker, do Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional de Porto Alegre (Nugesp), após audiência de custódia.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
Prisões em flagrante e acusação de feminicídio tentado
Na audiência, também foi homologada a prisão em flagrante ocorrida na noite de quinta-feira (11), em razão dos crimes de feminicídio tentado e lesão corporal, ambos em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a ocorrência policial, o suspeito teria jogado a companheira em um açude, provocando afogamento, e ela precisou ser resgatada por familiares e reanimada.
O boletim também relata que a filha da vítima, grávida de 37 semanas, foi agredida com socos. As duas mulheres foram hospitalizadas depois das agressões. O caso passou a ser investigado como um episódio grave de violência doméstica, com risco concreto às vítimas.
Decisão judicial
Ao analisar o caso, a magistrada afirmou que o registro policial, os relatos de testemunhas e os laudos periciais já produzidos apontam a existência dos crimes e indícios suficientes de autoria. “Os dois fatos descritos na ocorrência são de extrema gravidade, porquanto resultaram na tentativa de feminicídio de uma das vítimas, a companheira do flagrado, e na hospitalização da outra vítima, que entrou em trabalho de parto em razão das agressões”, afirma.
A juíza também observou que, embora o investigado seja tecnicamente primário, há registro anterior de violência doméstica, o que indica que o caso não seria isolado. Com isso, entendeu estar demonstrada a necessidade de garantir a ordem pública diante da gravidade e da contemporaneidade da conduta imputada ao homem.
Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher
Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.