
Foto: REPRODUÇÃO
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Segundo a Polícia Civil, o suspeito admitiu ser o motorista do Citroën C4 que atingiu a motocicleta pilotada por Guilherme Joaquim da Silva.
Conforme a delegada Graziela Zinelli, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, houve uma perseguição ao motociclista.
“Houve uma discussão no trânsito e, depois disso, ele passou a perseguir o motociclista até atingi-lo”, explica. “Chegou até passar com o veículo por cima de uma parte da moto”.
O auto de prisão em flagrante, garantido pela ação da Brigada Militar, foi convertido em prisão preventiva neste sábado (1°) após audiência de custódia.
Nos últimos anos, o Judiciário tem tratado os crimes de trânsito com mais rigor. O “relaxamento” da prisão, neste tipo de caso, tem sido mais raro.
Se comprovada a intenção de causar o acidente, o caso fica definido como homicídio doloso de trânsito. Por ser considerado um crime mais grave, a pena para este tipo de crime é maior. O período de prisão pode variar de 6 a 20 anos de reclusão, conforme o Código Penal.
A namorada do motociclista estava na garupa e sobreviveu ao acidente. Ela contou em detalhes o que aconteceu para a polícia, que não teve dúvidas sobre a intenção do suspeito. “Houve uma conversa antes e a vítima que sobreviveu chegou a perguntar para o motorista no carro o que ele queria e por que estava fazendo isso”, explica Graziela.
Manifestação
Ainda na noite desta sexta-feira, centenas de motociclistas, na maioria ligados a serviços de telentregas, se reuniram para uma manifestação e buzinaços na Avenida Boqueirão.
Presente no ato, o entregador Denílson Almeida, 37 anos, explica que o caso em Canoas é um exemplo dos riscos que os trabalhadores do setor sofrem diariamente no trânsito.
“Tem que acabar com essa palhaçada”, afirma. “É uma barbaridade que o sujeito atropele e mate um colega. Fez isso porque eles se acham grandes protegidos dentro do carro. É um absurdo isso e acontece diariamente”.

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Relembre o caso
O acidente de trânsito que matou Guilherme Joaquim da Silva e deixou a namorada dele ferida aconteceu no início da tarde desta sexta-feira.
A colisão do carro Citroën C4 e a motocicleta Honda CG aconteceu minutos após uma discussão, quase no cruzamento da Avenida Boqueirão com a Rua AJ Renner, no bairro Estância Velha.
O motorista do veículo responsável pelo atropelamento fugiu do local do acidente. Ele acabou preso em casa, ao ser encontrado pela Brigada Militar.
Câmeras de segurança flagraram o momento da batida, o que acabou sendo decisivo para garantir a posterior prisão em flagrante na DHPP de Canoas.