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CRIME NO TRÂNSITO

O que aconteceu com o motorista que matou atropelado um motoboy de 19 anos em Canoas

Guilherme Joaquim da Silva estava com a companheira na carona da motocicleta atingida pelo veículo envolvido no acidente

Publicado em: 01/02/2025 às 12h:56 Última atualização: 01/02/2025 às 14h:17
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Continua preso o homem de 51 anos que atropelou e matou um jovem de 19 anos, no início da tarde desta sexta-feira (31), em Canoas.

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Guilherme Joaquim da Silva, 19 anos, perdeu a vida nesta sexta-feira (31), em Canoas



Guilherme Joaquim da Silva, 19 anos, perdeu a vida nesta sexta-feira (31), em Canoas

Foto: REPRODUÇÃO

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Segundo a Polícia Civil, o suspeito admitiu ser o motorista do Citroën C4 que atingiu a motocicleta pilotada por Guilherme Joaquim da Silva.

Conforme a delegada Graziela Zinelli, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, houve uma perseguição ao motociclista.

“Houve uma discussão no trânsito e, depois disso, ele passou a perseguir o motociclista até atingi-lo”, explica. “Chegou até passar com o veículo por cima de uma parte da moto”.

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O auto de prisão em flagrante, garantido pela ação da Brigada Militar, foi convertido em prisão preventiva neste sábado (1°) após audiência de custódia.

Nos últimos anos, o Judiciário tem tratado os crimes de trânsito com mais rigor. O “relaxamento” da prisão, neste tipo de caso, tem sido mais raro.

Se comprovada a intenção de causar o acidente, o caso fica definido como homicídio doloso de trânsito. Por ser considerado um crime mais grave, a pena para este tipo de crime é maior. O período de prisão pode variar de 6 a 20 anos de reclusão, conforme o Código Penal.

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A namorada do motociclista estava na garupa e sobreviveu ao acidente. Ela contou em detalhes o que aconteceu para a polícia, que não teve dúvidas sobre a intenção do suspeito. “Houve uma conversa antes e a vítima que sobreviveu chegou a perguntar para o motorista no carro o que ele queria e por que estava fazendo isso”, explica Graziela.

Manifestação

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Ainda na noite desta sexta-feira, centenas de motociclistas, na maioria ligados a serviços de telentregas, se reuniram para uma manifestação e buzinaços na Avenida Boqueirão.

Presente no ato, o entregador Denílson Almeida, 37 anos, explica que o caso em Canoas é um exemplo dos riscos que os trabalhadores do setor sofrem diariamente no trânsito.

“Tem que acabar com essa palhaçada”, afirma. “É uma barbaridade que o sujeito atropele e mate um colega. Fez isso porque eles se acham grandes protegidos dentro do carro. É um absurdo isso e acontece diariamente”.

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Motociclista morreu após ser atropelado na Avenida Boqueirão nesta sexta-feira (31)



Motociclista morreu após ser atropelado na Avenida Boqueirão nesta sexta-feira (31)

Foto: REPRODUÇÃO

Relembre o caso

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O acidente de trânsito que matou Guilherme Joaquim da Silva e deixou a namorada dele ferida aconteceu no início da tarde desta sexta-feira.

A colisão do carro Citroën C4 e a motocicleta Honda CG aconteceu minutos após uma discussão, quase no cruzamento da Avenida Boqueirão com a Rua AJ Renner, no bairro Estância Velha.

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O motorista do veículo responsável pelo atropelamento fugiu do local do acidente. Ele acabou preso em casa, ao ser encontrado pela Brigada Militar.

Câmeras de segurança flagraram o momento da batida, o que acabou sendo decisivo para garantir a posterior prisão em flagrante na DHPP de Canoas.

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