O acusado de matar a companheira, Franciele Greff Mentz, de 33 anos, na madrugada de 12 de abril, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, irá a júri popular. Airton da Silva Fonseca é réu pelo crime de feminicídio. A decisão saiu nesta terça-feira (26).

Foto: Arquivo pessoal
A data do julgamento não foi definida pois a decisão ainda não é definitiva. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado (TJRS), o processo encontra-se com prazo em aberto para apresentação de recursos pelas partes.
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7 facadas
Fonseca foi denuncido pelo Ministério Público em maio. Segundo o MP, o crime foi cometido com extrema crueldade, dificultando qualquer chance de defesa da vítima, e na presença da filha do casal — o que agrava ainda mais o caso. Ele atingiu a mulher com 7 facadas.
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A investigação da Polícia Civil aponta que Franciele foi atacada enquanto ainda estava deitada na cama. A perícia constatou grande quantidade de sangue sobre o colchão, indicando que o primeiro golpe foi desferido naquele local. A vítima ainda tentou fugir, mas caiu antes de conseguir sair da residência. Após o crime, o autor fugiu levando a filha. Ele seguiu até a casa do pai, em São Leopoldo, onde deixou a criança e contou o que havia feito. Ele foi preso em flagrante.
“O processo bem instruído, com provas materiais, genéticas, perícias técnicas de coleta de amostras de materiais em roupas, objetos, na faca, depoimentos das testemunhas e dos policiais, obviamente que a família desejava e aguardava que o réu fosse pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri. Aguardamos os procedimento legais para a preparação da fase do plenário, pois da sentença de pronuncia ainda cabe recurso”, diz a advogada Caterine Rosa, contratada pela família de Franciele para atuar como assistente de acusação no processo.
(*) Colaborou: Isaías Rheinheimer