Um esquema de lavagem de dinheiro através da compra e da locação de imóveis em plataformas digitais foi descoberto pela Polícia Civil. Os imóveis, no litoral norte, eram disponibilizados para alguél através do Airbnb. Nesta terça-feira (6), agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas deflagraram a Operação Litus. Até as 8h20, 11 pessoas foram presas. Além disso, armas de fogo, munições e veículos foram apreendidos.

Foto: Polícia Civil
Ao todo, foram cumpridas 75 medidas cautelares, são elas: mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de prisões preventivas. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Canoas, Alvorada, Portão, Arroio dos Ratos, Charqueadas, Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Palmitos (SC) e São José (SC).
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Conforme a Polícia, os alvos da operação são integrantes de uma organização criminosa do bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, e que atuam em Canoas e no litoral.
A investigação teve início após a prisão de dois indivíduos por porte de arma de fogo de calibre restrito, em março de 2024, no município de Osório. Segundo o delegado Gustavo Bermudes, o modo de operação do grupo consistia principalmente no tráfico de drogas, no comércio ilícito de armas de fogo e prática de extorsão.
O lucro que obtiam com os crimes era usado para a aquisição de imóveis no litoral norte, usados tanto como moradia quanto para ampliar o capital através de locações.
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“O principal investigado adquiriu um terreno em condomínio de alto padrão em Tramandaí, onde pretendia estabelecer residência e conviver próximo a autoridades públicas e políticas de destaque no cenário do Estado”, explica o delegado.
“O objetivo central da operação é retirar de circulação criminosos de alta periculosidade, apreender bens e valores ilícitos por eles acumulados e garantir a indisponibilização judicial de patrimônio identificado, incluindo carros de luxo, terrenos e residências em condomínios de padrão elevado no litoral gaúcho”, complementa.
A reportagem entrou em contato com o Airbnb, que disse proibir “qualquer tipo de atividade criminosa durante o uso da plataforma e está à disposição para cooperar com as autoridades quando necessário”.