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REGIÃO METROPOLITANA

Instrutor de crossfit é suspeito de filmar adolescente durante troca de roupa em vestiário: "Abusivo e coercivo", diz delegado

Operação Fim do Silêncio culminou nas prisões de seis suspeitos de abuso e importunação sexual na manhã desta quinta-feira

Publicado em: 29/05/2025 às 15h:06
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Seis homens foram presos na manhã desta quinta-feira (29), em uma ação da Polícia Civil que mira crimes de abuso sexual cometidos contra crianças e adolescentes em Canoas.

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Operação executada na manhã desta quinta-feira (29) levou seis à cadeia, em Canoas



Operação executada na manhã desta quinta-feira (29) levou seis à cadeia, em Canoas

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

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A batizada Operação Fim do Silêncio envolveu 60 agentes, que cumpriram 14 ordens judiciais: oito mandados de prisão preventiva e mais seis ordens de busca e apreensão não apenas em Canoas, mas em Gravataí e Tramandaí.

Gravação durante troca de roupa em vestiário

Entre os presos, estava um jovem instrutor de crossfit. O jovem com 26 anos acabou acusado do crime de importunação sexual, já que foi visto gravando uma adolescente se trocando no vestiário de uma academia no bairro Fátima.

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A denúncia, que partiu da mãe da vítima, levou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente a apurar o comportamento do profissional. A apuração confirmou que ele gravava a menina no banheiro da academia com o celular.

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Segundo o delegado Maurício Barison, o suspeito preso tinha este tipo de comportamento recorrente e muitos sabiam do desvio de conduta, porém, ninguém informava o crime à Polícia.

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“É inaceitável que algumas pessoas que circulavam pela academia sabiam que ele gravava adolescentes no vestiário, mas não levavam o caso à Polícia”, adverte. “Isso é crime e deve ser denunciado o mais depressa.”

Como agia

Conforme Barison, o suspeito, em geral, fingia deixar o aparelho carregando na tomada, mas, na realidade, posicionava a câmera de modo que o celular mirasse o pequeno espaço, o que deixava a vítima no enquadramento da gravação.

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“Isso demonstra um padrão de comportamento abusivo e coercivo”, avalia. “Além disso, testemunhas apontavam que a conduta do instrutor com as alunas era inadequada. Ele ultrapassou limites com mais de uma aluna, pelo que apuramos.”

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Denuncie

O delegado aponta que qualquer vítima que tenha se sentido abusada de algum modo pelo instrutor pode procurar DP da Criança e Adolescente e relatar o caso.

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“Temos que romper este ciclo do silêncio que colabora para que comportamentos inaceitáveis em sociedade continuem”, adverte. “Se esta mãe não procurasse a Polícia, o instrutor continuaria gravando alunas impunemente. É preciso denunciar.”

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A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas está instalada na Rua João Nicolau, número 225, bairro Fátima. A Especializada atende de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas.

Quem preferir, pode denunciar abusos também por meio de linha direta no (51) 3425-9056. Há também o WhatsApp (51) 9-8459 0259. Ou ainda o site www.pc.rs.gov.br.

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Outro caso na região

Um ex-funcionário da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, foi denunciado por suspeita de filmar alunas durante banho na instituição de ensino. O caso teve repercussão em abril e levou a Polícia Civil a cumprir mandados de busca e apreensão no começo de maio.

Segundo o delegado Tarcísio Kaltbach, responsável pela investigação, ele é suspeito de fazer vítimas em uma escola particular da cidade.

Maio Laranja

A campanha anual que visa conscientizar e combater o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. A ação ocorre em maio, com foco principal no dia 18, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Conforme o delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia Regional Metropolitana, a ação deve servir de alerta a agressores, abusadores e também para aqueles que se omitem diante dos crimes.

“Foi uma ação importante organizada em pleno Maio Laranja, já que a sociedade precisa ver cada policial como um agente de proteção”, afirma. “Não podemos e não permitiremos que nossas crianças e adolescentes vivam sob o medo.” 

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