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DOIS CRIMES EM SEIS MESES

Jovem morta pelo namorado foi assassinada no mesmo bairro onde grávida foi vítima de feminicídio

Caso mais recente aconteceu na madrugada desta quarta-feira (15) no bairro Colina do Leão, em Parobé

Publicado em: 15/10/2025 às 14h:31 Última atualização: 15/10/2025 às 14h:57
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O município de Parobé, no Vale do Paranhana, teve o segundo feminicídio do ano nesta quarta-feira (15). A jovem Amanda dos Santos, de 26 anos, estava deitada na cama que dividia com o namorado quando foi baleada por ele. O crime aconteceu por volta das 2h20, na Rua Adroaldo Mesquita da Costa, no bairro Colina do Leão.

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Delegacia de Polícia de Parobé | abc+



Delegacia de Polícia de Parobé

Foto: Google Maps

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Há quase seis meses, na Sexta-feira Santa, dia 18 de abril, Caroline Machado Dorneles, de 25 anos, foi morta com 19 facadas pelo ex-companheiro no mesmo bairro, na Rua 15 de março. A moradora de Novo Hamburgo estava grávida de três meses. O bebê seria filho do acusadoCarlos Daniel de Oliveira, que virou réu na Justiça e pode ir a júri pelo crime.

Apesar de não terem ligação entre si, os dois crimes se assemelham. Além da proximidade, já que ocorreram em a menos de um quilômetros de distância, também envolveram duas mulheres jovens. 

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Jovem morta com tiro na cabeça

Amanda dos Santos foi baleada pelo companheiro com um tiro na cabeça nesta quarta-feira. Segundo a Polícia Civil, depois do crime, o autor levou a mãe da vítima até o endereço alegando que a jovem havia se ferido. Depois disso, ele fugiu.

Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital São Francisco de Assis, mas não resistiu aos ferimentos. Antes do crime contra a companheira, o homem estava foragido da Justiça há três meses. A Polícia não deu detalhes sobre o crime anterior. Ele ainda não havia sido encontrado até o começo da tarde desta quarta.

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Vítima e agressor moravam há cerca de um mês no endereço e têm dois filhos juntos. O delegado Rafael Sauthier explica que o relacionamento era conturbado. Amanda chegou a pedir uma medida protetiva em junho, mas solicitou a retirada da medida no mês seguinte. A motivação do assassinato ainda não foi esclarecida.

O padrasto já havia sido ouvido pela Polícia nesta quarta. A mãe da vítima, contudo, não estava em condições de depor.

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(*) Colaborou: Nadine Funck

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