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INVESTIGAÇÃO

Juliana Brizola é indiciada por suspeita de apropriação de dinheiro da avó

Pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul foi denunciada pelo tio; confira o que dizem as defesas

Juliana Brizola é indiciada por suspeita de apropriação de dinheiro da avó
Publicado em: 23/10/2025 às 20h:38 Última atualização: 23/10/2025 às 20h:39
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A pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul pelo PDT, Juliana Brizola, foi indiciada pela Polícia Civil por suposta apropriação de dinheiro pertencente à avó materna, Dóris Daudt, de 99 anos. A denúncia foi feita pelo tio da política, Alfredo Daudt Júnior, que reside em Santa Catarina.

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Juliana Brizola | abc+



Juliana Brizola

Foto: Diegofsilveira/Wikimedia Commons

O caso começou depois que Alfredo assumiu, no início deste ano, a curatela da mãe e passou a ter acesso às contas bancárias dela. Segundo ele, o saldo estava negativo em R$ 44 mil, embora Dóris tenha recebido indenização de R$ 1,8 milhão e conte com pensão mensal de R$ 25 mil do Estado brasileiro — benefício concedido por ser viúva de Alfredo Ribeiro Daudt, expulso da Aeronáutica por envolvimento no movimento da Legalidade.

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Ainda conforme o denunciante, teriam sido feitos empréstimos de R$ 420 mil e R$ 100 mil em nome da idosa.

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Antes da mudança na curatela, Dóris estava sob responsabilidade da neta.

A alteração ocorreu após Alfredo ingressar com uma ação judicial contra Juliana, em meio a divergências sobre o possível envio da mãe para um lar geriátrico. Ele chegou a obter o direito de cuidar da idosa e de seus bens, mas a decisão foi revertida, e a curatela voltou para Juliana.

Conclusão do inquérito

Em nota enviada à reportagem, a defesa de Juliana afirma que “os fatos foram apresentados de maneira distorcida e serão devidamente esclarecidos no juízo cível”. Segundo os advogados, as duas são próximas e dividiam uma conta conjunta. 

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“O que existe, na realidade, é uma divergência familiar, consubstanciada em pedido de prestação de contas formulado por familiar insatisfeito, a ser enfrentada no processo adequado”, ressalta o texto.

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Já os advogados de Alfredo destacam que agora aguardam a manifestação do Ministério Público.

A delegada Ana Luiza Caruso, titular da Delegacia de Proteção ao Idoso e responsável pela investigação, informou que não irá se manifestar publicamente por enquanto.

A assessoria de Juliana foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

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Abaixo, leia as notas na íntegra:

Defesa de Juliana Brizola

“A defesa de Juliana Brizola, a cargo do Escritório Aury Lopes Jr Advogados, informa que lamenta profundamente a divulgação da presente investigação e, desde logo, registra sua discordância quanto às conclusões apresentadas pela autoridade policial. Juliana colaborou integralmente com a apuração, prestando todos os esclarecimentos solicitados.

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Os fatos foram apresentados de maneira distorcida e serão devidamente esclarecidos no juízo cível, esfera competente para a discussão, pois não há configuração de delito. O que existe, na realidade, é uma divergência familiar, consubstanciada em pedido de prestação de contas formulado por familiar insatisfeito, a ser enfrentada no processo adequado.

Cumpre destacar que sempre houve convivência próxima e cuidado constante de Juliana com sua avó. Havia uma conta conjunta, com natural mistura de receitas e despesas, e jamais se verificou qualquer apropriação indevida de valores, bens, pensão ou rendimentos da idosa com finalidade diversa da devida.
A defesa confia que tudo será integralmente esclarecida na esfera competente.”

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Defesa de Alfredo Daudt Júnior

“Os advogados Andrei Zenkner Schmidt e Bruna Aspar Lima, que representam Alfredo Daudt Júnior, corroboram as conclusões do inquérito policial e agora aguardam a manifestação do Ministério Público sobre as conclusões da investigação.”

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