Uma quadrilha conseguiu quebrar a parede, entrar no prédio e arrombar o cofre de uma agência do Banco do Brasil, no Centro de Sapiranga, na noite de domingo. Até o fim da tarde desta segunda-feira (22), de acordo com a Polícia Civil, o valor furtado não havia sido confirmado pela instituição financeira. Informações preliminares dão conta de “quantia expressiva”, superior a R$ 500 mil.
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Foto: Geison Concencia/GES-Especial
A operação criminosa, que não costuma ser silenciosa e teria ocorrido entre 18 e 21 horas, passou despercebida. Mesmo em um dos principais eixos viários da cidade, na Rua Carlos Biehl, esquina com Avenida 20 de Setembro. Quando a Brigada Militar foi acionada, em horário não informado pela corporação, o bando já tinha fugido com o dinheiro.
Segundo a BM, os policiais constataram um buraco na estrutura lateral do prédio e encontraram uma mala com ferramentas. A corporação não mencionou a violação do cofre, o que foi confirmado à reportagem pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). “Arrombaram o cofre utilizando, provavelmente, uma serra corte”, declarou o titular da 1ª Delegacia de Repressão a Roubos do Deic, Gabriel Casanova.
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“Imediatamente iniciamos diligências”
O delegado confirma que há imagens sob análise e outras estão sendo buscadas. Segundo ele, o órgão foi acionado na madrugada. “Imediatamente iniciamos diligências e acionamento da perícia.” Ele observou, no fim da tarde desta segunda-feira, que a equipe de investigação seguia na rua atrás de pistas. “Até o momento ninguém foi preso e estamos aguardando a confirmação do banco quanto ao valor subtraído.”
Casanova preferiu não passar mais informações, como rota de fuga, quantidade de criminosos envolvidos e veículos usados pela quadrilha, para preservar a investigação. É apurado se os ladrões contaram com informações privilegiadas para chegar ao cofre. A agência funcionou normalmente ontem.
Há gravações com movimentação de pessoas
A reportagem apurou que algumas gravações registraram movimentação no entorno do banco. Entretanto, não era possível ontem relacioná-las diretamente ao crime, já que havia pessoas entrando e saindo da agência no período do arrombamento. Elas também poderiam ser clientes.
Comerciantes da região estão sendo ouvidos. Uma empresária que pediu para não ser identificada afirmou que o movimento no trecho costuma ser reduzido no horário da noite, especialmente por se tratar de um domingo, quando o comércio permanece fechado. Segundo ela, a circulação de pessoas é restrita, o que aumenta o mistério sobre a forma como os criminosos agiram sem despertar suspeitas.
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Outros casos na região metropolitana
Criminosos especializados em arrombamento de banco vêm agindo na região metropolitana. Há investigados em cidades como Alvorada, Porto Alegre, Canoas, Esteio e Novo Hamburgo.
Na noite do último dia 6, um sábado, tentaram invadir uma unidade do Banco do Brasil Estilo de Canoas, que atende público de alta renda. A vigilância foi acionada quando um buraco era feito na parede, na Rua Liberdade, no bairro Marechal Rondon. Os bandidos conseguiram fugir sem deixar uma ferramenta para trás.
Na madrugada de 21 de setembro do ano passado, os criminosos foram bem-sucedidos em Canoas. Também pela técnica de quebrar parede, entraram em uma lotérica na Avenida Rio Grande do Sul, no bairro Mathias Velho, representante do Banrisul, e fugiram com quantia não revelada em dinheiro.