A Polícia Civil e familiares confirmaram, na manhã desta quarta-feira (25), que o corpo do homem encontrado boiando no Rio dos Sinos, em São Leopoldo, era de João Vitor de Lima Borges, de 25 anos, conhecido pelos amigos como João Pezão.
A identificação, segundo o delegado Ericson Mota, da Delegacia de Homicídios do município, foi possível após exame das digitais realizado pelo IGP.
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Foto: Arquivo pessoal
A família de Pezão não consegue entender as razões do crime. Um dos irmãos de João Vitor, Andrei Marley Borges, 27, garante que a vítima não tinha envolvimento com o crime organizado.
“Meu irmão sempre foi trabalhador, sempre foi esforçado. Isso foi alguma maldade que fizeram pra ele, isso é muito desumano. Meu irmão não tinha envolvimento com nada, não. Tinha o trabalho, tinha a casa dele. Ele era um guri bom, um guri puro de coração. Agora, vamos ter que cuidar da mãe, dos meus outros irmãos, não tá fácil”, desabafa.
Ele deixa enlutados também os demais irmãos Alisson, Jéssica e Tabata, além da mãe. O velório do jovem acontece desde às 5 horas desta quarta-feira e o sepultamento está previsto para acontecer às 14 horas no cemitério municipal Cristo Rei.
Segundo relato da família, João Vitor era conhecido pelo jeito alegre e batalhador. “Sempre estava alegre, é só olhar as fotos, ele vai estar sorrindo, não tem foto dele triste. Não tem foto dele chorando, não tem foto dele desanimado, desistindo da vida. Ele foi um guri sempre pra frente, sempre trabalhador”, enfatiza Andrei.
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Desaparecido há vários dias
João Pezão era morador da Cohab Vila Tereza e estava desaparecido desde a noite do dia 3 de março.
O corpo de João Vitor foi encontrado no final da manhã de terça-feira (24), por pessoas que caminhavam pela Rua da Praia, no bairro Rio dos Sinos. A vítima estava presa em uma das pilastras da ponte da BR-116 sobre o Rio dos Sinos, sem a cabeça e com as mãos amarradas para trás, em avançado estado de decomposição.
A Polícia Civil segue investigando o caso, agora para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte brutal. “Temos uma linha de investigação que já está sendo trabalhada desde ontem e ao final das diligências, entregaremos o resultado”, pontuou o delegado.