A mãe do principal suspeito de atacar mulheres e de ter estuprado uma menina de 13 anos em Estância Velha na semana passada vem sofrendo ameaças e ataques de desconhecidos desde que o nome do filho dela passou a circular como sendo o autor dos crimes. Os ataques ocorrem por meio de mensagens no WhatsApp e também por ações presenciais em frente à residência dela.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Na noite de domingo (30), um grupo tentou incendiar a residência dela, que fica no Parque Itapema, no bairro Scharlau, em São Leopoldo. Duas mulheres e um homem foram ao local e arremessaram um objeto em chamas contra o imóvel de madeira. Quando a Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros chegaram no endereço, não encontraram vestígios do incêndio. Após o fato, ela saiu de casa e está em local seguro.
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Com medo e angustiada, a idosa de 70 anos decidiu romper o silêncio para desmentir os boatos de que estaria acobertando o filho. “Se eu ficar em silêncio, vão seguir achando que estou passando a mão na cabeça dele, e isso não é verdade”, afirma.
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Nesta segunda-feira (31), ela concordou em falar com ABCmais desde que seu nome não fosse divulgado. A mãe do suspeito afirmou que foi surpreendida ao tomar conhecimento dos casos e questionou o filho sobre as informações que recebia. Segundo ela, ele nunca confessou os crimes.
Com a prisão temporária decretada pela Justiça, a idosa garante que não criou o filho para se tornar um abusador de mulheres. “Eu não compactuo, não aceito esse comportamento. Não é a educação que dei para ele”, frisa.
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A mãe do suspeito também pede que a Justiça seja feita da maneira correta. “O que quero é que realmente se faça Justiça, que os fatos sejam esclarecidos. Mas Justiça por meios legais, e não como o que está acontecendo, onde estão ‘atropelando’ todos de uma família que não tem nada a ver com os fatos investigados, que não incentivou, não ajudou [nos ataques às mulheres], e que não criou um monstro. Eu não criei um monstro”, declara.
A idosa também demonstrou solidariedade às famílias das vítimas. “Estou muito triste com tudo que está acontecendo, com as mulheres que foram importunadas e com o problema que isso está causando para as famílias das vítimas. Jamais iria aceitar ou querer que isso tivesse acontecido com alguém da minha família”, enfatiza.
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Justiça decretou prisão temporária do suspeito
O principal suspeito, um homem de 24 anos, foi preso temporariamente na tarde de sábado (29). A prisão foi informada aos familiares, já que o alvo está internado, em estado grave, em um hospital da região após ser encontrado com um corte de faca no pescoço na madrugada de sábado.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, um grupo de motoboys descobriu o endereço do suspeito e foi até o local, quando tentaram invadir o prédio residencial, mas foram impedidos por outros moradores. Mesmo assim, esse grupo teve acesso ao estacionamento do prédio, de onde retiraram a moto do suspeito para a rua e atearam fogo na mesma.
O homem é investigado por promover ataques contra mulheres e pelo estupro de uma menina de 13 anos na quinta-feira (27), no bairro Rincão dos Ilhéus, em Estância Velha. Outras quatro mulheres também relataram à polícia terem sido abordadas e assediadas pelo motociclista nos municípios de Novo Hamburgo e São Leopoldo.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Após a ordem judicial de prisão, agentes da Polícia Civil realizaram buscas no apartamento do suspeito e apreenderam roupas, documentos e outros objetos.
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