Um dos alvos da operação desencadeada pela Polícia Federal (PF) e demais agentes que compõem a Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado do Rio Grande do Sul (FICCO/RS), nesta quarta-feira (9), foi um morador do bairro Floresta, em Estância Velha. Ele tem 35 anos.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Um dos nomes fortes dentro da quadrilha responsável pela lavagem de dinheiro de facções criminosas que atuam no Vale do Sinos e na fronteira oeste do RS, o morador de Estância Velha foi preso em um condomínio em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele viajou à capital carioca na segunda-feira (8), mas, como era monitorado, acabou sendo facilmente encontrado no imóvel alugado.
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A suspeita é de que o homem estava preparando a mudança para o estado, pois seria inserido no esquema da organização criminosa no RJ. Este estanciense é primo de um dos principais alvos da operação, que reside em São Paulo e também foi objeto da ofensiva.
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Enquanto ele era preso no Rio de Janeiro, outros familiares eram alvos de busca e apreensão em uma casa de luxo localizada no bairro Floresta, em Estância Velha. Os agentes chegaram ao imóvel por volta das 6 horas e ali permaneceram praticamente toda a manhã.
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Detido em abril com R$ 1 milhão
Em abril deste ano, o morador de Estância Velha já havia sido detido pela força-tarefa, na companhia de uma mulher, em São Borja. Com eles, os agentes apreenderam em torno de R$ 1 milhão em espécie. O dinheiro teria sido recolhido com traficantes da fronteira oeste do Estado e seria “lavado” pela organização criminosa da qual este homem faz parte.
Com a operação desencadeada nesta quarta-feira, a polícia revelou que o esquema de lavagem de dinheiro tem alcance nacional e que o grupo operava a partir de São Paulo, utilizando-se de contas bancárias de interpostas pessoas para movimentar recursos ilícitos.
Somente nos últimos cinco anos, foram detectados mais de R$ 770 milhões em depósitos em todo o território brasileiro, conforme Relatórios de Inteligência Financeira. Somente no Rio Grande do Sul, a quadrilha “esquentou” cerca de R$ 73 milhões oriundos do tráfico de drogas através de um sofisticado esquema de lavagem.
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