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DESDOBRAMENTO

Morte de chefe de facção em supermercado: Mandante e executor de assassinato em Canoas são identificados

Investigação culminou na Operação Migração nesta sexta-feira

Publicado em: 03/07/2026 às 11h:59 Última atualização: 03/07/2026 às 14h:17
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Dia: 28 de maio. Horário: 19h10. Criminosos armados invadiram o estacionamento de um supermercado em Canoas e executaram a tiros, na frente da família, Jolair Siqueira, conhecido como Lila, em Canoas.

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A ação brutal acabou registrada por câmeras de segurança do mercado: baleado com um tiro na nuca, o homem ainda acabou sendo crivado de balas de fuzil para que os criminosos tivessem a garantia de que estava morto ao saírem do local.

Operação na manhã desta sexta-feira (3) mirou alvos da facção dos Manos em Sapucaia do Sul  | abc+



Operação na manhã desta sexta-feira (3) mirou alvos da facção dos Manos em Sapucaia do Sul

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

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O assassinato cometido na Avenida Boqueirão ganhou novo capítulo na manhã desta sexta-feira (3), quando a Polícia Civil lançou a batizada Operação Migração, mirando o mandante e o executor do homem de 44 anos.

A ação mobilizou 70 policiais civis, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento de Aviação (DAV), para mandados cumpridos em Sapucaia do Sul e na Penitenciária Estadual do Jacuí.

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A investigação levou a um apenado classificado como liderança da facção dos Manos. Preso no interior do Estado, ele teria ordenado o assassinato e liberado recursos considerados incomuns para a execução.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas, entre armas, equipamentos e a caminhonete modelo Range Rover Evoque usada na fuga dos criminosos, o assassinato reuniu um montante na ordem de R$ 100 mil.

“Foi um crime audacioso e que exigiu uma resposta imediata do Departamento”, destacou o delegado Mario Souza. “A Polícia Civil não permitirá este tipo de ação que coloca em risco a vida da população”, afirmou.

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Antes das prisões desta sexta-feira, a Homicídios já havia capturado, horas após o assassinato, um dos suspeitos de participar do crime. Ele era responsável por se livrar das armas e do veículo.

“Foi uma ação bastante ousada que teve uma resposta rápida das forças de segurança”, reforça a delegada Graziela Zinelli. “Hoje executamos mais uma etapa dessa investigação, mas continuamos trabalhando no caso”, conclui.

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Mudança

Segundo a Polícia Civil, o nome da ação foi escolhido por conta da migração que aconteceu no cerne do crime. O assassinato no atacarejo acabou sendo cometido contra uma liderança ligada à facção dos Bala na Cara. Lila, entretanto, já havia atuado com a facção dos Manos.

O traficante morto vivia nos últimos anos em um condomínio residencial no bairro Guajuviras. Havia feito compras com a família no momento do ataque. Ninguém mais ficou ferido durante a ação dos criminosos, embora, durante a fuga, a Range Rover tenha batido em outros veículos.

Imagens mostram o momento em que líder de facção é executado em atacarejo de Canoas
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