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CRIME CONTRA MULHER

Mulher é mantida em cárcere privado pelo ex após deixar filha em creche na região metropolitana

Forçada a entrar em um carro, vítima acabou mantida presa em um quarto por cerca de quatro horas

Publicado em: 27/04/2026 às 09h:51 Última atualização: 27/04/2026 às 11h:09
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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Mais um caso de violência doméstica surpreendeu as autoridades em Canoas. Foi na última sexta-feira (24) que a Brigada Militar libertou uma mulher mantida em cárcere privado pelo ex-namorado.

Segundo a vítima relatou à polícia, foi na manhã de sexta-feira que, após deixar a filha na creche, acabou abordada pelo ex, que a forçou a entrar no carro.

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Brigada Militar (BM) permanece em busca de criminosos que escaparam após a troca de tiros na tarde desta quarta-feira (27) | abc+



Brigada Militar (BM) permanece em busca de criminosos que escaparam após a troca de tiros na tarde desta quarta-feira (27)

Foto: PAULO PIRES/GES

Levada para uma casa, acabou sendo mantida contra vontade em um pequeno quarto durante mais de quatro horas. Foram os vizinhos quem ouviram os gritos de socorro e chamaram a Brigada Militar.

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Uma guarnição foi mandada até o endereço no bairro Estância Velha. Ao chegarem ao local, os policiais militares precisaram forçar a entrada para resgatar e acolher a vítima. O agressor foi rendido.

A ocorrência parou na Delegacia de Pronto Atendimento, onde a vítima relatou ter sido abusada pelo ex. Conforme a delegada Luciane Bertoletti, que responde interinamente pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Canoas, o suspeito não chegou a estuprar a vítima devido à abordagem rápida da BM.

“Ele levou ela para casa e estava tentando alguma coisa quando a Brigada Militar chegou”, esclareceu a delegada. “Ela contou que eles nem namoraram durante muito tempo, mas ele não aceitou o rompimento.”

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Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

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Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

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Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

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