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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Gaúcha foge de cárcere após ser obrigada a tatuar o nome do namorado 10 vezes

Dentista foi preso por cárcere privado, lesão corporal e ameaça em Santa Catarina; vítima foi mantida no local por cerca de quatro meses

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Publicado em: 15/04/2026 às 17h:40 Última atualização: 16/04/2026 às 11h:53
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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Uma moradora de Esteio de 39 anos era mantida em cárcere privado na casa de um dentista de 40 anos, em Itapema, no litoral catarinense. Além de agredi-la, o namorado a obrigou a fazer dez tatuagens pelo corpo com o nome dele, Alisson. O homem foi preso na manhã de terça-feira (14) em casa, onde policiais civis apreenderam duas armas e munições.

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Vítima tem dez tatuagens com o nome do agressor pelo corpo  | abc+



Vítima tem dez tatuagens com o nome do agressor pelo corpo

Foto: Polícia Civil

A vítima conseguiu escapar após o dentista tomar medicação para dormir e retornou a Esteio, no último dia 3, quando fez registro de ocorrência na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas.

Conforme a Polícia, ela estava com marcas de agressões e e relatou ter sido submetida, até o dia anterior, ao longo de aproximadamente quatro meses de convivência, a um ciclo contínuo e crescente de violência física, psicológica e moral, além de severa restrição de liberdade, sendo impedida de sair da residência e de manter contato com familiares.

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Armas, munições e toucas ninja entre o material apreendido  | abc+



Armas, munições e toucas ninja entre o material apreendido

Foto: Polícia Civil

Possessivo

Ainda segundo a Polícia, o investigado exercia controle absoluto sobre a mulher. Chegou a tirar o telefone dela e restringir o acesso à Internet. As agressões eram reiteradas, com uso de objetos e violência extrema, acompanhadas de ameaças de morte e condutas degradantes, revelando um padrão de comportamento altamente violento, controlador e possessivo.

“Ele a levou em um estúdio e foram feitas nove tatuagens em um único dia. Ela já tinha feito uma anteriormente”, declara a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Esteio, Marcela Smolenaars. O nome do agressor ficou impresso dos pés ao pescoço da vítima.

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Gaúcha foge de cárcere após ser obrigada a tatuar o nome do namorado 10 vezes

Acusado, que ficou em silêncio, tem histórico de violência

Ao fugir, a mulher deixou todos os pertences pessoais e o carro na casa do dentista, no bairro Várzea. Os bens da vítima foram recuperados durante o cumprimento dos mandados de busca e prisão preventiva expedidos pela comarca de Esteio. O acusado ficou em silêncio.

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Também na casa do agressor, onde funcionava o consultório, os agentes apreenderam duas pistolas, 61 munições de calibre 9 milímetros e dois telefones celulares. Os pertences da vítima estavam organizados em malas.

A Polícia destaca que o investigado possui antecedentes policiais por violência doméstica em Santa Catarina. Duas mulheres já tinham feito ocorrência contra ele por crimes parecidos aos cometidos contra a esteiense, como ameaça, lesão corporal e cárcere privado.

As outras vítimas também relataram “padrão reiterado de violência, controle, isolamento social e agressões físicas no contexto de relacionamentos íntimos”. Uma delas detalhou que, durante o cárcere privado, também sofreu agressões físicas reiteradas, controle absoluto de sua rotina e isolamento de familiares, além de violência psicológica intensa.

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O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia de Itapema para os procedimentos legais e depois encaminhado ao Presídio Regional, onde permanece à disposição da Justiça gaúcha.

"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

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Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

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Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

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