A mulher que acabou soterrada por caixas de leite condensado em um acidente envolvendo uma empilhadeira no Via Atacadista no dia 9 de março, em Canoas, recebeu alta do Hospital São Lucas da PUC.
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Foto: REPRODUÇÃO
A jovem de 19 anos se recupera após passar por procedimento cirúrgico que terminou na colocação de nove pinos na região da pelve. Ela recebeu alta e está em casa.
Relembre o acidente
O acidente que aconteceu no dia 9 de março foi gravado por câmeras e viralizou nas redes sociais devido à violência das imagens.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. A vítima foi socorrida e encaminhada para a emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças.
Após intervenção da rede Via Atacadista, a jovem acabou sendo transferida do Graças ao Hospital São Lucas da PUC, em Porto Alegre, onde permaneceu internada até o começo deste mês.
Investigação
Segundo o delegado Marco Guns, titular da 1ª DP, o inquérito deve ser concluído apontando lesão corporal culposa, crime que implica o homem que operava a empilhadeira no momento do acidente.
Previsto no artigo 129 do Código Penal, o crime de lesão corporal culposa ocorre quando alguém causa danos físicos a outra pessoa sem a intenção. “O agente age com negligência, imprudência ou imperícia”, aponta a legislação.
Conforme Guns, a Polícia Civil já recebeu o prontuário médico relativo à situação da jovem. Agora, encaminha o material à perícia, que fará um laudo de exame de corpo de delito.
“O inquérito está quase pronto e resta somente anexar ao processo um laudo pericial para atestar as consequências do acidente à vítima”, esclarece. “Esperamos concluir o caso nos próximos dias”, acrescenta.
Via Atacadista
Por meio de assessoria de comunicação, a rede Via Atacadista informou que está oferecendo todo o suporte necessário ao tratamento da vítima.
O que diz a defesa da vítima
Inicialmente este conteúdo foi publicado a partir de informações da advogada Bianca Azevedo. No entanto, nesta sexta-feira (11) a advogada Michelle Martins enviou nota ao Grupo Sinos se apresentando como advogada da vítima. Ela encaminhou a nota abaixo.
1. As declarações prestadas por terceiros à reportagem, notadamente por pessoa identificada como cunhada da vítima, foram feitas sem autorização da família ou da própria sra. Thainá, que, até o presente momento, encontra-se em processo de reabilitação e sob cuidados médicos.
2. Tais declarações não refletem necessariamente a realidade dos fatos ou os sentimentos da vítima e de seus familiares, tampouco foram validadas por sua representação legal.
3. Importante esclarecer que a advogada regularmente constituída para representar os interesses da Sra. Thainá é a Dra. Michelle Fernanda Martins, OAB/RS 81.675. Nenhuma outra pessoa está autorizada a falar em nome da vítima ou de sua família sobre o caso, inclusive perante os meios de comunicação.
4. A família reafirma seu respeito à imprensa e compreende o interesse público sobre o caso, mas pede que a privacidade e a dor da vítima sejam respeitadas, e que quaisquer informações veiculadas sobre sua condição, tratamento ou medidas jurídicas sejam previamente confirmadas com sua advogada legalmente constituída.
Solicitamos, assim, a publicação desta nota com a mesma visibilidade da matéria original, a fim de evitar desinformações e preservar os direitos da sra. Thainá.
Atenciosamente,
Michelle Fernanda Martins