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ESQUEMA ESTRUTURADO

Núcleo financeiro da maior organização criminosa do RS tem R$ 6,2 milhões bloqueados durante operações na região

Há mandados sendo cumpridos em Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Portão, São Sebastião do Caí, Taquara e Montenegro

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Publicado em: 05/12/2025 às 09h:22 Última atualização: 05/12/2025 às 14h:03
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O núcleo financeiro da maior organização criminosa do Rio Grande do Sul é alvo, nesta sexta-feira (5), de uma operação em cinco cidades do Vale do Sinos, duas no Vale do Caí e uma no Paranhana.

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Ao todo, 29 mandados de prisão preventiva foram cumpridos, bem como 49 de busca e apreensão, 14 de apreensão de veículos de luxo e R$ 6,2 milhões bloqueados em 39 contas bancárias usadas como possível meio para lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, há ainda cerca de outras 80 medidas cautelares sigilosas judicialmente deferidas.

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Operação no Vale do Sinos | abc+



Operação no Vale do Sinos

Foto: Polícia Civil

A ação da manhã desta sexta busca interromper o fluxo de recursos ilícitos da organização, assim como enfraquecer a capacidade operacional do grupo e responsabilizar operadores financeiros.

Ao todo, 16 pessoas foram presas em São Leopoldo, Novo Hamburgo, São Sebastião do Caí, e, dentro do sistema prisional, em Taquara e Montenegro. Além dessas cidades, locais em Sapucaia do Sul, Campo Bom, Portão e São Sebastião do Caí foram alvos de mandados. Os nomes dos presos não foram divulgados.

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Empresas suspeitas de lavar dinheiro da organização criminosa tiveram as atividades econômicas suspensas. Durante a ação, foram apreendidas provas documentais de interesse da investigação, bem como três carros de luxo e cerca de R$ 150 mil em espécie, encontrados em residências na região. 

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Operação no Vale do Sinos

Foto: Polícia Civil

A deflagração das operações Dívida Ativa II e Crimes ABC – que fazem parte da 3ª Edição de Operações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim)– ocorreu em função de uma investigação iniciada a partir de janeiro de 2024, quando um indivíduo identificado como liderança regional responsável pelo comando das atividades ilícitas da facção no litoral norte e na região metropolitana de Porto Alegre foi preso em São Paulo.

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“A captura dessa liderança foi determinante para revelar outros integrantes da célula e permitir que suas prisões fossem decretadas. A atuação da Polícia Civil visa, além da captura das lideranças, a identificação de outros integrantes da organização criminosa, com a prisão destes, a asfixia financeira da organização, bem como a manutenção desses indivíduos na prisão, medidas essenciais no combate a essas facções”, informou o delegado Gabriel Casanova, titular da Delegacia de Capturas (Decap).

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Operação no Vale do Sinos

Foto: Polícia Civil

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Esquema estruturado

Com o avanço da investigação, a Polícia identificou um esquema estruturado destinado a sustentar financeiramente as ações da facção, bem como a reinvestir recursos ilícitos provenientes de atividades como tráfico de drogas e delitos violentos, o que contribuiu para que o Poder Judiciário deferisse prisões e mandados que culminaram na ação de hoje.

Conforme o diretor da Draco, o delegado Max Otto Ritter, responsável pela Delegacia de Lavagem de Dinheiro das Organizações Criminosas (DRLD-OC), “a Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas mantém total atenção no tocante à repressão qualificada da Organizações Criminosas em atuação no Estado do Rio Grande do Sul”.

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