*Alerta: Esta reportagem aborda violência sexual. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.
A prisão de um homem suspeito de cometer crimes sexuais em Canoas desencadeou em novas denúncias. Ele foi detido na semana passada por suspeita de estuprar uma adolescente de 12 anos. Além da menina, é investigado por outros dois crimes contra adolescentes.
A reportagem do Diário de Canoas/ABCmais chegou ao conhecimento de uma jovem de 21 anos que decidiu se pronunciar a respeito de um crime que, segundo ela, foi cometido pelo suspeito em 2019, quando tinha 16.
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Foto: PAULO PIRES/GES
Em entrevista exclusiva à reportagem, a jovem relatou que, naquele ano, decidiu morar com a irmã. Passou, então, a dividir o mesmo terreno onde o homem residia. “Minha irmã morava de favor em uma casa que ficava no mesmo pátio em que ele morava”, contou a vítima, que pediu para não ser identificada.
Acabou surpreendida, certa manhã, quando ele – inicialmente uma pessoa que considerava “legal” – invadiu a casa das irmãs. “Eu dormia na sala e ela no quarto. Ele simplesmente entrou e subiu em cima de mim.”
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“Nunca pensei que ele seria preso”
Antes do ataque, a vítima narra que já havia passado por abuso outras três vezes e que, em função do abalo psicológico, entrou em estado de choque.
“Eu me travo e não consigo me mexer quando isso acontece”, relatou. “Eu acordei com ele subindo em cima de mim. Fiquei ali parada. Já tinha sido abusada, outras três vezes, desde que era criança”, expôs. Em função do trauma, a vítima não detalhou as circunstâncias dos outros ataques, mas afirmou que a prisão a encorajou a falar sobre o assunto.
“Eu nunca pensei que ele seria preso”, desabafou. “Depois que saí da casa, uma outra menina mandou mensagem e disse que tentou contar que foi estuprada e ninguém acreditou. Só que eu e minha irmã acreditamos. Porque fomos vítimas.”
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Alívio
Morando distante, casada e com um filho de 2 anos, a jovem se recupera do abuso. A prisão do homem atenuou a angústia.
“Quando vi que ele foi preso, aquilo me deu um alívio”, salientou. “Eu nem sei explicar, mas saber que ele não está mais atacando meninas fez eu me sentir bem. Ele tem que estar na cadeia para não continuar fazendo o mal.”
Entenda o caso
O suspeito preso foi denunciado pela mãe da menina. A apuração é conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, que já soma outras duas acusações formais contra ele. O caso trazido à reportagem seria o quarto.
“É importantíssimo que as vítimas se apresentem e relatem os crimes”, adverte o delegado Maurício Barison. “Precisamos da colaboração para esclarecer os crimes cometidos por este homem na comunidade.”
Como denunciar
As denúncias para a Polícia Civil podem ser encaminhadas por linha direta para o número (51) 3425-9056.
O WhatsApp da Especializada em crimes contra crianças e adolescentes é o (51)98459-0259. Quem preferir, pode encaminhar um e-mail por meio do site pc.rs.gov.br.