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Investigação

"Caso está esclarecido": Saiba por que homem tentou matar a tiros vereador de Canoas

Diretor do Departamento de Homicídios, o delegado Mario Souza garante que caso não está relacionado a crime político

Publicado em: 27/01/2025 às 15h:48 Última atualização: 27/01/2025 às 23h:41
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O atentado a tiros cometido contra o vereador Alexandre Gonçalves (PDT), na manhã desta segunda-feira (27), surpreendeu pela violência. Foram mais de dez disparos contra o político durante a emboscada.

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Veículo do vereador Alexandre Gonçalves acabou criado de balas, na manhã desta segunda-feira (27), em Canoas



Veículo do vereador Alexandre Gonçalves acabou criado de balas, na manhã desta segunda-feira (27), em Canoas

Foto: Paulo Pires/GES

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O vereador acabou ferido no braço. Foi socorrido e encaminhado para o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), onde passou por atendimento e, posteriormente, foi liberado, sem risco de morte.

Quanto ao suspeito do crime, acabou preso pela Brigada Militar logo após o ataque, mas acabou sendo encaminhado para a emergência do Graças por conta de ferimento à bala. Isso porque o vereador estaria armado e reagiu ao ataque, segundo apuração conduzida pela Polícia Civil.

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O homem preso também foi levado ao HNSG. No fim da noite desta segunda-feira, a casa de saúde disse em nota que “após avaliação da equipe médica, foi encaminhado ao bloco cirúrgico para procedimentos conduzidos pelas especialidades de cirurgia plástica e traumatologia”. Ele está na sala de recuperação do bloco cirúrgico e o estado de saúde dele é considerado estável. 

Diretor do Departamento de Homicídios, o delegado Mario Souza esclarece que o ataque não tem relação com crime político e nem está ligado a organizações criminosas que atuam em Canoas. A motivação por trás do atentado seria uma rusga “pessoal” entre o autor do crime e o político. “A motivação por trás do crime é uma questão pessoal e privada entre o suspeito e a vítima”, afirma. “Então precisa ficar muito claro que não existe crime político e nem facção ligada ao que aconteceu.”

Conforme o delegado, um veículo “fechou” o carro em que estava o vereador, um Caoa Chery Tiggo 7, com o motorista descendo do veículo e efetuando uma série de disparos contra o político, que parou em frente a um supermercado na Rua João Ribeiro, no bairro Niterói.

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“Felizmente, o vereador foi ferido sem gravidade, porém, o pior poderia ter acontecido”, destaca o delegado. “O suspeito cometeu o crime usando uma pistola 9 milímetros, e somente um tiro poderia ter sido fatal.”

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Sobre a hipótese do “crime passional”, Mario Souza preferiu não comentar, mas garantiu que o inquérito a ser concluído pela equipe da delegada Graziela Zinelli garantirá o desfecho. “O que importa agora é que o suspeito do crime está preso e o caso está esclarecido”, frisa. “O suspeito preso é um homem de 48 anos que tinha uma questão pessoal a ser resolvida com o vereador.”

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Mais de dez tiros

Moradores da Rua João Ribeiro, no bairro Niterói, acabaram assustados com a quantidade de tiros disparados na até então pacata via. “Começaram os tiros e me joguei no chão”, contou uma aposentada de 67 anos, que estendia roupas no momento do atentado.

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“Quando levantei, espiei e já estava a maior confusão, com um homem caminhando com o braço ensanguentado”, disse a mulher, que preferiu não se identificar.

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