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NOVO HAMBURGO

O que diz advogado de veterinário preso em criadouro onde 61 animais eram vítimas de maus-tratos no Vale do Sinos

Homem foi preso durante ação policial no bairro Canudos neste fim de semana

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 19/10/2025 às 21h:33 Última atualização: 20/10/2025 às 17h:09
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O advogado que defende o médico veterinário preso por maus-tratos a animais após uma ação policial localizar 61 cães e gatos em condições deploráveis em um imóvel no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, reclama de não ter tido acesso ao teor do mandado de busca e apreensão que resultou na prisão do cliente no último sábado (18).

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Neste domingo (19), o advogado Omar Dupont se manifestou sobre o caso afirmando que nem ele, na condição de defensor, nem o próprio cliente tiveram acesso ao conteúdo do mandado. Segundo Dupont, por ora, não haverá manifestação sobre o mérito da operação.

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Veterinário é preso por manter criadouro clandestino com dezenas de animais em situação de maus-tratos no Vale do Sinos | abc+



Veterinário é preso por manter criadouro clandestino com dezenas de animais em situação de maus-tratos no Vale do Sinos

Foto: Patram

“Não tivemos, eu e meu constituinte, sequer acesso ao procedimento que autorizou o ingresso no domicílio deste”, pontua. Dupont entende que enquanto não tiver acesso, a decisão não é “salutar comentar, contestar ou expor detalhes acerca [da ação]”.

Conforme o advogado, assim que tiver acesso aos documentos do processo poderá se manifestar, mas que isso dependerá da vontade do cliente. “Oportunamente, a critério então de meu cliente, alguma impressão ou opinião precisa sobre o assunto poderá ser divulgada”, disse.

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A prisão ocorreu durante uma ação conjunta da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram), de um oficial de justiça e voluntários ligados à causa animal. O grupo cumpriu um mandato de busca e apreensão determinado pela Justiça.

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No endereço funcionava um criadouro mantido pelo veterinário, onde foram encontrados 45 cães de raças como shih tzu, buldogue francês e spitz alemão, e 16 gatos persas, mantidos em condições degradantes.

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De acordo com o registro feito pela Patram, os animais viviam confinados em espaços reduzidos, entre fezes e urina, sem ventilação adequada e com infestação de insetos. Muitos estavam doentes, cegos ou com tumores. Uma médica veterinária acompanhou a ação e elaborou um parecer técnico confirmando o estado de sofrimento e negligência, apontando a falta de higiene e a omissão de cuidados básicos.

No interior do imóvel, também foram encontrados medicamentos veterinários vencidos, configurando irregularidade sanitária.

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Polícia Civil diz que não pode falar nada sobre caso

Após o registro do flagrante, que aconteceu na Central de Polícia de Novo Hamburgo, o inquérito foi remetido à 2ª Delegacia de Polícia, que ficará responsável pela investigação do veterinário e eventuais outros crimes que ele possa ter cometido.

Na tarde deste domingo (19), a delegada Marina Goltz informou que não pode dar nenhuma informação. “O processo está sob sigilo judicial, não posso me manifestar sobre o fato”, sublinha. A delegada sequer confirmou se o veterinário seguia preso ou havia recebido a liberdade provisória.

O advogado de defesa do indiciado também não quis informar sobre a situação do cliente. A reportagem apurou, contudo, que o veterinário seguia recolhido no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Penitenciário (Nugesp), em Porto Alegre, um presídio temporário para onde todos os presos são encaminhados antes de serem levados a alguma outra cadeia do Estado.

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O veterinário teria passado pela audiência de custódia relativa à prisão na tarde deste domingo.

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