O caso da jovem argentina que foi atropelada e ficou com o corpo pendurado em cima do carro por cerca de três quilômetros teve um desfecho na Polícia Civil. O acidente aconteceu no dia 8 de junho deste ano na RS-344, entre Santo Ângelo e Giruá, no Nordeste do Rio Grande do Sul.
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Foto: Redes sociais
O inquérito policial foi concluído na última quinta-feira (10). O motorista que atropelou Viviane Villalba, de 22 anos, foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com pena majorada por deixar de prestar socorro à vítima.
O laudo pericial referente à necropsia do corpo da jovem apontou que a causa da morte foi “politraumatismo causado por instrumento contundente”.
O condutor, de 24 anos, responde ao processo em liberdade.
O caso
A jovem morreu após ser atropelada por um Volkswagen Fox que trafegava pelo quilômetro 65 da RS-344 no sentido Santo Ângelo-Giruá.
Na data, o motorista relatou aos policiais que, por volta das 4 horas, percebeu ter batido em algo que estava no meio da pista de rolamento. No entanto, alegou ter pensado que havia atropelado um animal e, por medo de parar naquele trecho, seguiu viagem.
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Só após estacionar o carro na garagem de casa, em Giruá, ele avistou a mulher pendurada na parte superior traseira do veículo. A vítima já estava sem vida.
O motorista acionou a polícia e se recusou a fazer o teste de etilômetro.
Segundo a delegada Elaine Maria da Silva, a Polícia teve acesso a imagens que mostram o momento em que a jovem deixou o estabelecimento onde morava vestindo apenas moletom — como, posteriormente, o corpo dela foi encontrado. A filmagem teria sido feita pouco antes das 4 horas, quando aconteceu o atropelamento.
Vítima era da Argentina
Viviane nasceu em Dos de Mayo, município da província argentina de Misiones. Ela havia começado a morar e trabalhar em uma casa noturna de Giruá, localizada nas proximidades do local onde houve o acidente, cerca de duas semanas antes de morrer.
Familiares dela vieram para o Brasil para reconhecer o corpo, que foi liberado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) e transportado em uma balsa para a Argentina no dia 11 de junho.