A Polícia Civil lançou uma ofensiva na manhã desta terça-feira (23) mirando um grupo de assaltantes responsáveis por uma série de crimes na região metropolitana. Foram dois presos.
Ao todo, seis ordens judiciais acabaram cumpridas, mirando os alvos da batizada Operação Impostores, que ganhou esse nome porque a investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Canoas apontou que os assaltantes fingiam ser policiais para atacar.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Para garantir o sucesso dos assaltos e anular qualquer reação das vítimas, os criminosos utilizavam uma tática específica: durante a abordagem, anunciavam que eram policiais.
Segundo a polícia, a falsa identidade reduzia drasticamente a possibilidade de defesa das vítimas, que tinham seus aparelhos celulares roubados mediante a ameaça com armas e gritos.
Os crimes eram praticados com o uso de um veículo HB20 cinza locado por um dos suspeitos, conforme explicou o delegado Rodrigo Caldas, responsável pela apuração. Ele aponta ainda que eram dois irmãos que organizavam os assaltos.
Ao todo, foram identificados onze crimes em um intervalo de apenas sete dias: oito roubos em Canoas, dois em Alvorada e um em Porto Alegre. A maioria dos crimes foi cometida próximo a paradas de ônibus.
“A rapidez na identificação desse grupo foi fundamental para frear a escalada da violência. Eles se aproveitavam da vulnerabilidade do horário e da boa-fé dos cidadãos, que acreditavam estar diante de forças de segurança”, destacou o delegado.
Diretor da Polícia Civil em Canoas, o delegado Cristiano Reschke, ressaltou a importância da prisão do grupo, que agia com ousadia ao se passar por policiais para abordar as vítimas.
“Eles se aproveitavam da madrugada, quando há pouco movimento, para abordar trabalhadores e estudantes, usando arma de fogo para intimidar e amedrontar as vítimas. São crimes graves e não podemos permitir que esse tipo de crime se espalhe.”