abc+

Polícia

Onze roubos em uma semana: Operação mira e acerta criminosos que gostavam de se passar por policiais

Ofensiva na manhã desta terça-feira leva à cadeia suspeitos de assaltos cometidos em Canoas e na capital

Publicado em: 23/06/2026 às 16h:11 Última atualização: 23/06/2026 às 16h:12
Publicidade

A Polícia Civil lançou uma ofensiva na manhã desta terça-feira (23) mirando um grupo de assaltantes responsáveis por uma série de crimes na região metropolitana. Foram dois presos.

Publicidade

Ao todo, seis ordens judiciais acabaram cumpridas, mirando os alvos da batizada Operação Impostores, que ganhou esse nome porque a investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Canoas apontou que os assaltantes fingiam ser policiais para atacar.

O delegado Rodrigo Caldas coordenou apuração que culminou na ofensiva nesta terça-feira (23) | abc+



O delegado Rodrigo Caldas coordenou apuração que culminou na ofensiva nesta terça-feira (23)

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP.

Para garantir o sucesso dos assaltos e anular qualquer reação das vítimas, os criminosos utilizavam uma tática específica: durante a abordagem, anunciavam que eram policiais.

Segundo a polícia, a falsa identidade reduzia drasticamente a possibilidade de defesa das vítimas, que tinham seus aparelhos celulares roubados mediante a ameaça com armas e gritos.

Publicidade

Os crimes eram praticados com o uso de um veículo HB20 cinza locado por um dos suspeitos, conforme explicou o delegado Rodrigo Caldas, responsável pela apuração. Ele aponta ainda que eram dois irmãos que organizavam os assaltos.

Ao todo, foram identificados onze crimes em um intervalo de apenas sete dias: oito roubos em Canoas, dois em Alvorada e um em Porto Alegre. A maioria dos crimes foi cometida próximo a paradas de ônibus.

“A rapidez na identificação desse grupo foi fundamental para frear a escalada da violência. Eles se aproveitavam da vulnerabilidade do horário e da boa-fé dos cidadãos, que acreditavam estar diante de forças de segurança”, destacou o delegado.

Publicidade

Diretor da Polícia Civil em Canoas, o delegado Cristiano Reschke, ressaltou a importância da prisão do grupo, que agia com ousadia ao se passar por policiais para abordar as vítimas.

“Eles se aproveitavam da madrugada, quando há pouco movimento, para abordar trabalhadores e estudantes, usando arma de fogo para intimidar e amedrontar as vítimas. São crimes graves e não podemos permitir que esse tipo de crime se espalhe.”

Publicidade
Publicidade

Matérias Relacionadas