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POLÍCIA

Panos para abafar o choro e hematomas em todo o corpo: Menina de 3 anos é torturada pela mãe e padrasto na região

Caso foi descoberto e denunciado no começo desta semana; casal foi preso

Publicado em: 25/02/2026 às 11h:09 Última atualização: 25/02/2026 às 12h:43
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Uma criança de 3 anos foi torturada pela mãe, de 21 anos, e pelo padrasto, 32, em Taquara, no Vale do Paranhana, no Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, a menina encontrada com hematomas por todo o corpo, até mesmo na cabeça, e contou que os dois usavam um pano em sua boca para abafar os gritos.

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Mãe e padrasto da menina agredida foram presos | abc+



Mãe e padrasto da menina agredida foram presos

Foto: Polícia Civil

Os dois foram presos em flagrante pela Polícia Civil ainda na segunda-feira (23), pouco depois do crime ser descoberto e denunciado pelo avô materno da criança, que chamou a Brigada Militar por volta das 15 horas. No dia, a mãe da pequena pediu que ele cuidasse dela enquanto participava de uma entrevista de emprego.

Não demorou muito para que o avô percebesse as diversas marcas pelo corpo da criança, tanto nos braços e nas pernas, quanto no rosto e no pescoço, e até mesmo dentro da boca.

Segundo depoimentos de testemunhas à polícia, a própria criança contou que o casal usava o pano em sua boca para que o choro e os gritos durante as agressões não alertassem os vizinhos.

Para a polícia, eles alegaram que estavam “educando” a menina, conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pela 2ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI) de Taquara.

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Ambos negaram o uso de qualquer objeto para agredir a criança, mas as marcas no corpo dela não coincidem com o argumento, de acordo com o delegado. Após a denúncia, a vítima foi levada pelo Conselho Tutelar e por um responsável para a realização do laudo pericial.

Inicialmente, a perícia mostrou tanto hematomas recentes quanto cicatrizados, assim como sinais de agressão no crânio e locais onde havia falta de cabelo.

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Tanto a mãe quanto o padrasto da criança foram presos em flagrante ainda no local onde ela estaria procurando emprego e foram levados para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Taquara. A prisão de ambos foi decretada como preventiva.

Atualmente, a criança está em um local seguro e o crime segue sendo investigado. O nome dos envolvidos não será divulgado para proteger a imagem da vítima, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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