O celular de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, é analisado por peritos na tentativa de encontrar o paradeiro dela e dos pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70. O aparelho foi localizado no último dia 7 em um terreno baldio nas imediações da casa dos idosos, no bairro Anair, em Cachoeirinha, duas semanas depois dos desaparecimentos.
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Foto: Reprodução
Silvana não é vista desde 24 de janeiro, um sábado. Os pais sumiram no dia seguinte. A perícia vai extrair mensagens, ligações e imagens do celular dela. Os dados devem ser cruzados com o telefone do principal suspeito, um soldado da Brigada Militar de Canoas que é ex-companheiro de Silvana e pai do filho dela, de 9 anos.
O aparelho do brigadiano foi apreendido na manhã do último dia 10, quando policiais civis cumpriram mandado de prisão contra ele. Computadores do policial e o celular da atual companheira dele também foram apreendidos. O soldado e a mulher não forneceram as senhas, mas o Instituto-Geral de Perícias possui meios técnicos de acesso.
Corpos
Mais que juntar mais indícios contra o suspeito e outros possíveis envolvidos, a Polícia busca pistas sobre onde estariam os corpos, já que acredita em feminicídio seguido de duplo homicídio. O nome do policial não é publicado porque a prisão é temporária, relativa ao período de investigação. Ele ficou em silêncio no interrogatório.
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Até ser preso, estava com o filho de Silvana, que ficou sob os cuidados da avó paterna. O policial suspeito estava indo diariamente à residência de Silvana para alimentar os animais de estimação – um cão e um gato. Também teria ido à casa dos pais dela e ao minimercado das vítimas, separados por paredes. Silvana morava perto dos pais.
Postagem falsa nas redes sociais da filha atraiu os idosos
No dia 24 de janeiro, foi publicado em uma rede social de Silvana que ela havia sofrido acidente de trânsito quando retornava de Gramado. A Polícia acredita que alguém estava se passando por ela, pois se trata de uma ocorrência que não existiu e coincide com o dia do desaparecimento. Além disso, ela não foi para Gramado e o carro dela estava na garagem de casa.
“Acreditamos que aquela postagem tenha sido uma ‘cortina de fumaça’ para que a polícia e a família não se preocupassem com ela e que a investigação não se aprofundasse com o caso”, declara o delegado Anderson Spier. Pela análise nos aparelhos eletrônicos apreendidos, ops agentes podem chegar a quem fez a postagem.
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Os pais, que não acompanhavam redes sociais, foram avisados por vizinhos no dia seguinte. O telefone da filha estava sem sinal. O casal de idosos saiu em busca de Silvana. Dalmira e Isail chegaram a ir à 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, mas a unidade estava fechada.
Uma equipe da Brigada Militar chegou a ver os idosos na frente do órgão e orientou sobre onde poderiam ir buscar atendimento, mas eles nunca chegaram a ir a nenhum dos locais e não foram mais vistos desde então.
A ocorrência do desaparecimento de Silvana foi registrada pelo próprio brigadiano investigado, na condição de ex-marido e pai do filho dela. O desaparecimento do casal de idosos foi comunicado por parentes.