Um policial militar está entre os presos de uma operação policial nesta quinta-feira (6). A Operação Aggio busca combater crimes de extorsão e agiotagem. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Alegre e Cachoeirinha. Conforme a Polícia Civil, três pessoas foram presas nesta manhã.

Foto: Polícia Civil
A vítima era proprietária de uma imobiliária em Xangri-lá, no litoral norte. Em 2023, ao passar por problemas financeiros, ela procurou um agiota e contraiu empréstimos que somaram R$ 300 mil. No final de 2024, a vítima já havia pago mais que o dobro do valor e seguia recebendo ameaças para que pagasse mais.
A empresária decidiu parar de pagar o agiota, que havia contratado um advogado para intermediar o acordo. Ambos ameaçavam e constrangiam a vítima.
LEIA TAMBÉM: Julgamento de acusado de matar personal trainer em Montenegro é suspenso
Depois, um terceiro indivíduo foi ao estabelecimento da vítima cobrando mais R$ 250 mil. O homem é policial militar e ameaçava a proprietária da imobiliária por meio de mensagens, áudios e vídeos.
Na madrugada do dia 24 de novembro do ano passado, o estabelecimento foi alvejado por arma de fogo. A vítima abandonou o negócio e mudou de atividade. Posteriormente, fez uma denúncia à Polícia, que começou a investigar o caso.
A Polícia Civil identificou os envolvidos e cumpriu as ordens judiciais contra os investigados nesta quinta-feira.
O que diz a BM
A reportagem procurou a Brigada Militar e pediu um posicionamento sobre a prisão do PM, que foi enviado às 12h54.
“NOTA À IMPRENSA
A Brigada Militar, por meio da Corregedoria-Geral, em ação conjunta com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, cumpriu na manhã desta quinta-feira (06/03) um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária em desfavor de um policial militar da ativa, o qual se encontra na condição de agregado. A operação ocorreu no município de Porto Alegre e a atuação foi pautada no espírito de cooperação entre as instituições policiais.
Durante a diligência, foram apreendidos uma arma de fogo, munições e outros materiais de interesse da investigação. O policial foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas para os devidos trâmites legais e, posteriormente, ao Presídio Policial Militar da Brigada Militar.
A Brigada Militar reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a disciplina, colaborando com as autoridades competentes para a elucidação dos fatos.
Brigada Militar do Rio Grande do Sul
Corregedoria-Geral”