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Contra os golpes

Golpe do falso leilão: Seis são presos pela polícia por cometer fraudes entre RS e SP; saiba como funcionava o esquema

Ofensiva, lançada na manhã desta terça-feira (9), levou seis à cadeia por participarem dos crimes

Publicado em: 09/09/2025 às 09h:01 Última atualização: 09/09/2025 às 09h:55
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A Polícia Civil lançou, nesta terça-feira (9), a batizada Operação Lance Final, uma ofensiva interestadual, mirando um grupo de estelionatários especializados no chamado “Golpe do Falso Leilão” que agia em Canoas e Nova Santa Rita. (Assista ao vídeo no final da matéria)

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Foram mobilizados mais de 80 agentes da Polícia Civil, que cumprem 16 mandados de busca e apreensão e outras 12 ordens para prisões temporárias nas cidades de Itanhaém e São Paulo. Até agora, seis pessoas foram presas.

Ao todo, 12 mandados de prisão temporária foram deflagrados na Operação Lance Final | abc+



Ao todo, 12 mandados de prisão temporária foram deflagrados na Operação Lance Final

Foto: Polícia Civil

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A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas e conta com o apoio do Ministério da Justiça, além da Polícia Civil de São Paulo. A apuração surgiu em Canoas, onde duas vítimas acumularam prejuízo superior a R$ 100 mil.

Segundo a delegada Luciane Bertoletti, que coordenou a investigação, a fraude tinha como principal artifício a criação de sites fraudulentos que simulavam plataformas de leilões oficiais.

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Como funciona o Golpe do Falso Leilão

No golpe, os criminosos criavam sites falsos que simulavam plataformas de leilões oficiais. Para isso, usavam algumas táticas, como a clonagem de anúncios, onde eles copiavam as propagandas de veículos reais e as disponibilizavam em páginas falsas.

Eles também pagavam para que os anúncios aparecessem nos primeiros lugares quando alguém pesquisasse “leilões”. Ao chegar no site falso, a pessoa se deparava com um local extremamente similar ao real, com documentos falsificados, termos de arremate e até a utilização de nomes e endereços de casas de leilões verdadeiras.

Assim que acessava o site, a vítima também era direcionada a um número de celular para que a negociação fosse feita pelo WhatsApp. Conforme a PC, ela era feita de maneira convincente até a parte da transferência bancária.

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Porém, após fazer o pagamento, a vítima era deixada sem qualquer nova informação ou sequer com o bem que acabara de comprar. Os golpistas desapareciam com o dinheiro.

Em alguns casos, os criminosos chegavam a usar indevidamente a matrícula de um leiloeiro oficial, cujo registro já havia sido cancelado.

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“Era tudo o que eu tinha”

“Era tudo que eu tinha”, disse o homem que perdeu R$ 21.840 ao comprar um carro do que achava ser a casa de leilões de Nova Santa Rita. “Desde então, não tenho dormido nem me alimentado direito”, relatou à polícia.

O caso aconteceu em dezembro do ano passado e foi um dos impulsos para que a investigação fosse desencadeada. Segundo a polícia, o sonho dele era comprar um carro para que pudesse trabalhar como motorista de aplicativo.

Ele encontrou na internet o site “santaritaoficial.com”, aparentemente vinculado a uma casa de leilões. Após o pagamento, ficou sem resposta dos supostos leiloeiros. Desesperado, procurou a sede oficial da empresa em Nova Santa Rita e descobriu que havia sido vítima de um golpe.

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“O valor empenhado era tudo o que a vítima tinha na época”, revela Luciane. “Além do prejuízo, ele teve problemas psicológicos em decorrência do crime.”

A investigação constatou que, além de clonar anúncios, os criminosos usavam indevidamente a matrícula de um leiloeiro oficial, cujo registro já havia sido cancelado, reforçando o esquema de falsificação documental.

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Evolução

A Operação Lance Final representa o encerramento da apuração e contou com o suporte de inteligência cibernética do Ciberlab, vinculado ao Ministério da Justiça, já que se descobriu que os criminosos agiam em todo o País.

“Estamos lidando com uma organização criminosa bem estruturada, com atuação em diversos estados, que operava com um alto nível de profissionalismo”, afirma Luciane Bertoletti. “Trata-se de um esquema que expõe claramente a habilidade dos criminosos de utilizar a tecnologia para sofisticar suas fraudes e ampliar os prejuízos causados à sociedade.”

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Veja o vídeo:

Golpe do falso leilão: Seis são presos pela polícia por cometer fraudes entre RS e SP

*Colaborou Milena Braga

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