O caso de uma mãe que foi detida pela Guarda Municipal após uma discussão na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Irmã Sibila Ana Burin, em Esteio, é investigado pela Polícia Civil.
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O caso ocorreu na quarta-feira da semana passada (18), após uma discussão entre educadoras e a mulher, que teria procurado a direção por suspeitas de que o filho, aluno da Emei, estaria sendo agredido no local devido a marcas que apareciam em seu corpo.
Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver a mulher sendo carregada por três agentes, enquanto outros três também trabalhavam na ocorrência. (Veja abaixo)

Foto: Reprodução/Redes sociais
À reportagem, a mãe negou ter agredido alguém, como teria sido afirmado pela direção, e reclamou da abordagem da guarda.
Por sua vez, uma funcionária da Emei, que não quer ser identificada, afirma que a mulher foi vista “espancando a vice-diretora”, e conta que a equipe diretiva estaria sofrendo ameaças. Questionada, a prefeitura de Esteio defende, em nota oficial, que a situação está sendo apurada.
Medida cautelar para educadoras e exame de corpo de delito para a criança
A delegada Marcela Smolenaars, atualmente responsável pela Polícia Civil de Esteio, informa nesta terça (24) que o caso está sendo investigado. Em nota oficial, Marcela também afirma que “a mãe teria se exaltado durante a discussão e proferido ameaças de forma reiterada contra as educadoras”, e que a abordagem dos guardas municipais teria sido intensificada após a mulher apresentar resistência.
A Polícia Civil encaminhou o exame de corpo de delito para apurar as possíveis agressões ao menino, mas, de acordo com a delegada, a família não compareceu para fazê-lo até as 17 horas desta terça.
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Veja, na íntegra, a nota oficial da Polícia Civil de Esteio:
“A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Esteio, está investigando um incidente ocorrido em uma instituição de ensino do Município de Esteio. Conforme as informações preliminares, houve um desentendimento entre a mãe de um aluno e integrantes da equipe pedagógica da escola, incluindo professoras e a direção. Segundo relatos, a mãe teria se exaltado durante a discussão e proferido ameaças de forma reiterada contra as educadoras.
Em depoimento prestado na Delegacia de Polícia, ela alegou que seu filho teria sido vítima de maus-tratos. No entanto, essa acusação, em um primeiro momento, não se confirmou. A apuração sobre essa denúncia está sendo conduzida pela Delegacia da Mulher de Esteio, responsável por investigar crimes contra pessoas em situação de vulnerabilidade. Diante das ameaças, a diretora da escola acionou a Guarda Municipal.
Após tentativas de abordagem pacífica, a mãe se recusou a deixar o local, o que levou os agentes a empregarem uso diferenciado da força para conduzi-la até a Delegacia de Polícia de Esteio, onde todos os envolvidos foram ouvidos.
Na delegacia, foi solicitada uma medida cautelar ao Poder Judiciário, pendente de análise, com o objetivo de fazer cessar as ameaças e garantir a segurança das educadoras. A medida também visa viabilizar a transferência do aluno para outra instituição, buscando preservar o bem-estar da criança e promover um ambiente escolar mais harmonioso.”