Foi em junho que a Polícia Civil atacou um grupo de criminosos que, diante do cenário criado pelas enchentes em Canoas, se valeu da agiotagem para se aproveitar de vítimas, pressionadas a pagar juros exorbitantes.
Na manhã desta segunda-feira (11), a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) lançou a segunda fase da batizada Operação Por um Fio, mirando criminosos remanescentes do antigo grupo.

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO
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Ao todo, 28 policiais cumpriram 12 medidas cautelares: seis mandados de busca e apreensão, mais quatro prisões temporárias e duas prisões preventivas nas cidades de Canoas, Cachoeirinha, Alvorada, e Caxias do Sul. Foram dois presos.
A investigação, relembra o delegado Gustavo Bermudes, começou após a denúncia de uma empresária de Canoas, que relatou ter contraído empréstimos com agiotas para salvar seu negócio após a enchente do ano passado.
A prática de juros abusivos tornou insustentável o pagamento da dívida, agravando sua situação financeira, já que a vítima passou a sofrer ameaças de morte, não só contra ela, mas também contra os familiares, para quitar a dívida.
“A fase atual é consequência do avanço da qualificada investigação”, explica. “Chegamos a outras pessoas envolvidas na prática dos crimes, indivíduos que aliciaram e ofereceram valores para que terceiros fornecessem as contas bancárias para as movimentações dos valores.”