A Polícia Civil lançou uma nova ofensiva, na manhã desta quarta-feira (26), contra um grupo especializado em furtos e arrombamentos em Nova Santa Rita. Foram quatro homens presos.
A batizada Operação Cercados garantiu o cumprimento de cinco mandados de prisão e 12 de busca e apreensão em Canoas e Porto Alegre, onde moram alvos considerados prioritários da ação.

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO
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Segundo investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Nova Santa Rita, os criminosos vinham aumentando a atuação na cidade ao longo deste ano, com crimes cometidos em sequência.
A apuração revelou o modus operandi do grupo, que abria carros estacionados em supermercados e restaurantes, além de invadir residências visando levar produtos de valor como computadores e eletrodomésticos.
Segundo o delegado Cristiano Reschke, que coordenou a apuração, a ideia é coibir os crimes, já que Nova Santa Rita cresce e atrai olhares de criminosos oriundos da capital Porto Alegre e Canoas.
“Adotamos uma postura de tolerância zero contra crimes patrimoniais”, afirma. “O investimento na tecnologia de cercamento eletrônico e o trabalho integrado da polícia têm tornado nossas ações mais ágeis e eficazes, trazendo respostas rápidas e efetivas à população.”
Cercamento
A Operação Cercados recebeu este nome em alusão ao uso do sistema de cercamento eletrônico de Nova Santa Rita. Por conta do sistema, somente em 2025, com o apoio da tecnologia de monitoramento, dez prisões foram executadas, sendo duas em flagrante.
A integração entre a tecnologia de rastreamento, análise de imagens, compartilhamento de dados em tempo real e a dedicação policial deve continuar garantindo resultados, salienta o delegado.
“A complexidade das investigações incluiu meses de análise e cruzamento de dados, culminando na desarticulação de um grupo que vinha causando transtornos tanto para os moradores da cidade quanto para visitantes e consumidores do comércio local”, explica.
Como operavam?
Os criminosos utilizavam dispositivos bloqueadores de sinais para impedir o travamento eletrônico dos carros, garantindo acesso ao interior dos veículos sem deixar sinais de arrombamento.
Além disso, o grupo fazia uso de automóveis locados adulterados, equipados com placas falsas, para despistar as autoridades. Após cometerem os delitos, os veículos eram devolvidos às locadoras.
Para entrar em residências, a quadrilha usava coletes que simulavam identificações de entregadores de serviços de e-commerce, estratégia que facilitava o acesso a propriedades enquanto os criminosos passavam despercebidos pelas pessoas próximas.
Recuperados
Além de quatro presos no esquema criminoso, houve apreensões de diversos telefones celulares. Foram recuperados diversos objetos furtados, como dois televisores de 65 polegadas, aparelhos celulares, computador, controle de videogame Xbox, além de dinheiro em moeda estrangeira – dólares, peso mexicano e peso uruguaio -, já identificados como pertencentes a uma vítima.