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GOLPE DO FALSO INTERMEDIÁRIO

Estelionatários que causaram prejuízo de mais de R$ 300 mil a vítimas são presos em ação contra crimes virtuais em Canoas

Foram, pelo menos, quatro vítimas de golpe na cidade, segundo a Polícia Civil

Publicado em: 10/06/2025 às 08h:59 Última atualização: 10/06/2025 às 09h:22
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Em mais uma ofensiva contra crimes digitais, a Polícia Civil lançou, na manhã desta terça-feira (10), a batizada Operação Strick, mirando o combate de crimes de estelionato e associação criminosa. Foram seis presos.

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Polícia Civil lançou ofensiva, na manhã desta terça-feira (10), mirando grupo de estelionatários | abc+



Polícia Civil lançou ofensiva, na manhã desta terça-feira (10), mirando grupo de estelionatários

Foto: Polícia Civil/Reprodução

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A ação é o resultado de mais de um ano de investigações que revelaram uma sofisticada rede criminosa interestadual especializada no golpe conhecido como “falso intermediário”.

O esquema fraudulento lesou, pelo menos, quatro vítimas em Canoas, conforme apuração conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia (DP) da cidade, com um prejuízo estimado em mais de R$ 300 mil.

A ação contou com 60 policiais civis dos estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária nas cidades de Várzea Grande e Cuiabá, no Mato Grosso.

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A ofensiva contou ainda com apoio técnico da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Além disso, a Polícia Civil do Pará participou cumprindo dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar, todos no Estado do Mato Grosso. Isso porque uma vítima paraense denunciou prejuízo de R$ 150.000 após falsa intermediação na compra de bovinos.

Entenda o golpe

Segundo apuração da 3ª DP de Canoas, coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, o golpe consiste em fraudes digitais que ocorrem, em geral, durante negociações de compra e venda de veículos.

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O criminoso atua como se fosse um intermediário legítimo entre vendedor e comprador. Ele se apresenta como representante de um parente, amigo ou funcionário, oferecendo valores diferentes para cada parte.

Quando o comprador conclui o pagamento — acreditando que está transferindo o valor para o verdadeiro dono do veículo — o dinheiro vai para a conta do estelionatário, que desaparece com o montante, deixando ambas as vítimas no prejuízo.

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“O crime é engenhoso e cria uma falsa sensação de segurança para as vítimas. Por isso, é essencial que qualquer negociação, principalmente de veículos, seja feita com cautela, verificação de dados e, preferencialmente, presencialmente”, explica Luciana.

Na avaliação do diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, o delegado Cristiano Reschke, a ação representa mais um passo importante na luta contra o crime cibernético e os golpes virtuais.

“O crime por meio do ambiente digital conecta vítimas de uma região com criminosos de todos os cantos do País. Atuar com inteligência, especialização investigativa e intercâmbio de informações é crucial para efetividade na responsabilização criminal dos autores”, destaca.

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Operação Strick

Conforme a Polícia Civil, “Strick” remete à palavra inglesa “strike”, que significa golpear ou atacar, o que transmite a ideia de uma ação contundente e coordenada das polícias contra grupos criminosos especializados em praticar fraudes interestaduais. Embora a grafia esteja diferente, a sonoridade e o sentido ainda remetem à força da polícia civil brasileira.

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