Criminosos responsáveis por agiotagem e ameaças contra comerciantes de Canoas foram presos na manhã desta sexta-feira (17). A quarta fase da Operação Extorsor prendeu quatro pessoas.
A ação organizada pela 1ª Delegacia de Polícia de Canoas garantiu o cumprimento de oito mandados judiciais – quatro ordens de prisões preventivas e mais quatro mandados de busca e apreensão.

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO
CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP DO DIÁRIO DE CANOAS.
Segundo a Polícia, a nova ofensiva partiu de uma ocorrência envolvendo três criminosos armados que invadiram, no início de setembro, um condomínio na área central de Canoas.
Conforme o delegado Marco Guns, o apartamento pertencia a um casal. Os bandidos ameaçaram colocar no local, inclusive apontando como um dos alvos a filha mais nova, que estava grávida, caso não fossem pagos R$ 2 mil, valor do débito da filha mais velha do casal com os criminosos.
Dentro do apartamento, o grupo fez inclusive uma chamada de vídeo para o líder facção, que reforçou a ameaça. Com medo, o casal acabou pagando a quantia para se ver livre dos criminosos.
Organização
A consequente investigação revelou se tratarem de criminosos ligados a chamada Família Mathias Velho. O “líder” da tal chamada de vídeo é um criminoso conhecido da Polícia, envolvido com o tráfico de drogas e entorpecentes.
Também houve a identificação de cada um dos três criminosos envolvidos na invasão do apartamento. Todos os bandidos são fichados a serviço da facção que controla o crime no bairro Mathias Velho.
Em uma ação bem engendrada, 20 policiais levaram à cadeia os quatro alvos da operação. Os mandados foram cumpridos em Canoas.
Ação permanente
Lançada inicialmente em 2023, a Operação Extorsor já levou à cadeia 25 criminosos oriundos da Família Mathias Velho, responsáveis por ameaçar e até tirar pessoas de casa por conta da agiotagem e extorsões.
“É uma operação permanente criada há dois anos que visa combater células criminosas que atormentam a vida das pessoas, tirando a paz, cobrando dívidas inexistentes ou exorbitantes”, explica o delegado Cristiano Reschke.