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VIOLÊNCIA

Polícia investiga o assassinato a tiros do tio da criança de 2 anos vítima de estupro em Canoas

Pai é principal suspeito de ter abusado da criança e foi preso nesta semana; tio foi encontrado morto em outra cidade

Publicado em: 21/11/2025 às 12h:32 Última atualização: 21/11/2025 às 12h:33
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*Alerta: Esta reportagem aborda violência sexual. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.

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O caso envolvendo o menino de 2 anos, que teria sido vítima de estupro pelo próprio pai e pelo tio em Canoas, acaba de ganhar uma reviravolta: um cadáver encontrado em uma área isolada, no Distrito Industrial de Cachoeirinha, é apontado como o tio da criança.

O corpo do homem de 24 anos teria sido encontrado em uma área isolada, na última quarta-feira (19), com sete marcas de pistola 9 milímetros, o que aponta para uma execução.

Cadáver encontrado às 9 horas da manhã de quarta-feira (19) seria do tio da criança | abc+



Cadáver encontrado às 9 horas da manhã de quarta-feira (19) seria do tio da criança

Foto: IGP/Reprodução

Foi na última terça-feira (18) que o caso envolvendo a criança de apenas 2 anos chegou ao conhecimento da polícia. A vítima foi levada em estado grave até a emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças.

ENTENDA: “Vários hematomas”: Pai é suspeito de estuprar filho de 2 anos em Canoas

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Segundo a Polícia Civil, o suspeito do crime, que é pai da criança, acabou preso em flagrante. Quanto ao tio, ele estava sendo procurado como coautor do estupro de vulnerável, após o relato da mãe.

À frente da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, o delegado Maurício Barison esclarece que ela revelou detalhes do que teria acontecido na noite em que o crime aconteceu.

“Segundo o relato da mulher, o marido e o irmão são usuários de cocaína. Ambos estavam usando cocaína durante o dia no interior, na presença de crianças. Falou que o menino tinha medo do pai e do tio”, apontou.

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Foi somente no dia seguinte, ao acordar, que a mulher encontrou a criança de bruços, em estado de choque e vomitando, sinal de que algo grave havia acontecido durante a noite.

“Ela contou que a criança tinha as roupas e fraldas reviradas. Disse que queria levar o menino para atendimento médico, mas o pai se negava. Foi quando ela passou a suspeitar que o pai e seu irmão praticaram abusos sexuais contra o menino”, relatou.

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A reportagem tentou contato com a 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, visando saber sobre o andamento da investigação de homicídio, no entanto, até o momento, não houve retorno.

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Pai negou o crime

Foi por volta de meio-dia e meia da última terça que a criança de apenas 2 anos e 4 meses deu entrada, desacordada, na emergência do Hospital Nossa Senhora das Graças.

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Segundo a Brigada Militar, o menino chegou ao local após apresentar um quadro delicado com sinais de vômito e diarreia, conforme relatado pela mãe. Durante a avaliação médica, foram constatados vários hematomas pelo corpo da criança, bem como indícios de abuso sexual.

A Brigada acabou acionada por profissionais do Hospital. Ao chegarem ao local, os médicos esclareceram a situação aos Policiais Militares.

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Segundo o comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o tenente-coronel Clóvis Ivan Alves, a mãe teria relatado que o filho passou a noite com o pai e o tio.

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O pai acabou preso em flagrante pelos PMs e levado até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, onde foi lavrado o registro por estupro de vulnerável. Durante o interrogatório, teria negado as acusações, embora já tivesse comentado o crime com os dois Policiais Militares que atenderam a ocorrência, horas antes, na casa de saúde.

“O suspeito, em seu interrogatório, negou a prática de abusos sexuais contra o próprio filho, apesar de ter confessado, informalmente, na presença dos policiais militares”, confirma Barison.

Estado de saúde da criança

A criança permanece internada no Hospital Universitário (HU) nesta sexta-feira (21). Porém, ao contrário do que é divulgado, não estaria mais na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da casa de saúde.

Mesmo ainda sob investigação da Delegacia da Criança, a mãe do menino acabou sendo ouvida e posteriormente liberada pela autoridade policial, conforme o delegado Maurício Barison.

*Como denunciar

As denúncias para a Polícia Civil podem ser encaminhadas por linha direta para o número (51) 3425-9056.

O WhatsApp da Especializada em crimes contra crianças e adolescentes é o (51)98459-0259. Quem preferir, pode encaminhar um e-mail por meio do site pc.rs.gov.br.

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